quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Comentário ao pod cast: “As TIC na Escola” de Susana Vieir

O seguinte pod cast, aborda a importância da incorporação das novas tecnologias na escola, mais precisamente o papel que estas podem desempenhar na inovação da educação.
Para iniciar o nosso comentário, podemos afirmar que as novas tecnologias de informação são muito importantes e úteis no que se refere ao ambiente educativo.
As TIC desempenham um papel fundamental na construção de um ensino inovador, para além de desenvolverem a capacidade dos alunos se adaptarem às mudanças a que está sujeita a sociedade. Desta forma, elas irão formar alunos autónomos, críticos e flexíveis, fazendo com que os alunos deixem de ser sujeitos passivos no processo de aprendizagem e passem a ser encarados como os responsáveis pelo seu próprio conhecimento.
A procura deste conhecimento poderá ser realizada individualmente ou em grupo, dando particular destaque à pesquisa em grupo, visto ser a mais enriquecedora devido ao facto de existir partilha de ideias e de sugestões. Desta forma, o papel do professor passará a ser o de orientador da construção do saber.
O presente pod cast faz ainda uma crítica à educação em que o professor transmite apenas saberes e os alunos são meros receptores desses mesmos saberes. Esta situação faz com que os alunos não desenvolvam as suas aptidões.
Em suma, Susana Vieira defende que as novas tecnologias devem ser incorporadas na escola, isto se existir uma utilização inteligente das mesmas.  
 Ivone Lira, nº 2042009;
Tânia Côrte, nº2053209;
 Teresa Sousa, 2054809;
Referências: 
http://soundcloud.com/susana-vieira/as-tic-na-escola-susana-vieira

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Comentário: "As TIE abrindo caminho a um novo paradigma educacional"

Desde a revolução industrial, os métodos de ensino têm vindo a sofrer modificações. A educação que surgiu com a Revolução Industrial era vista como sendo uma educação para o trabalho (paradigma fabril), onde o objectivo era a instrução em massa de operários fabris para que os mesmos pudessem dar resposta às necessidades da época, desta forma, as crianças eram educadas para que posteriormente pudessem trabalhar nas fábricas. Tal aconteceu até meados do século XX, no entanto, este sistema de reprodução em massas deixou-nos o seu legado, uma vez que, por exemplo algumas escolas organizam-se segundo o toque de uma campainha, os alunos são separados por idades e classes, as aulas são dadas dentro de uma infra-estrutura fechada, entre outros aspectos.
Devido à II Guerra Mundial e ao impacto da mesma, a sociedade começou a se questionar sobre o desenvolvimento da tecnologia, mais precisamente a forma de como essa poderia contribuir e influenciar o mundo.
Seymour Papert criou a linguagem Logo, este pretendia que os alunos conseguissem aprender de uma forma autónoma, assim, papert propunha uma mudança do paradigma educacional, velho de quase dois séculos, para um novo paradigma construtivista, onde os alunos em vez de serem, meros sujeitos passivos no processo de aprendizagem passassem a serem vistos como sendo os produtores do seu próprio conhecimento. E onde a função do professor passaria a ser criar e fornecer condições e meios para o desenvolvimento dos alunos.
A aprendizagem com recurso às novas tecnologias, mais precisamente o computador, isto através de uma utilização perspicaz e obviamente inovadora tornasse-a fundamental para o desenvolvimento dos alunos.
Assim sendo, a escola deve desenvolver alunos autónomos, curiosos e também alunos flexíveis para que estes possam se adaptar às diversas mudanças.
Ivone Lira, nº 2042009;
Tânia Côrte, nº2053209;
 Teresa Sousa, 2054809;

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=Eec09KqUYzY

Este video é uma reportagem realizada numa escola brasileira e fala acerca da utilização das Novas Tecnologias nas salas de aula.
Alunos, pais e docentes comentam este facto afirmando que estas são uma mais valia para a educação dos jovens hoje em dia, no entanto, reforçam a ideia de que
os professores têm que saber como usá-las para que haja uma boa aprendizagem por parte dos alunos.
O computador poderá ser uma boa ou uma má ferramenta nas aulas, mas isso só depende das estratégias que o professor utilizar para a sua aula.
As novas tecnologias não podem ser afastadas do caminho educativo, pois elas são o nosso futuro.

Joana Freitas
Vanessa Costa

Inovação Pedagógica: Significado e Campo (de investigação)

A Inovação Pedagógica é um conceito complexo. Segundo FINO, a inovação pedagógica implica mudanças qualitativas pedagógicas e essas mudanças envolvem sempre um posicionamento crítico, explícito ou implícito face às práticas pedagógicas.
                A inovação pedagógica consiste na criação de contextos de aprendizagem diferentes dos que são habituais e implica a reflexão, criatividade e sentido crítico e autocrítico. Porém, esta inovação pedagógica não deve ser procurada nas reformas do ensino, ou nas alterações curriculares ou programáticas, ainda que, possam facilitar ou mesmo sugerir, mudanças nas práticas pedagógicas. É importante, também, referir que numa época em que a ciência e a tecnologia são uma realidade crescente, isto não é sinónimo de inovação tecnológica.
                Há muito tempo que a escola deixou de ser o recurso principal de acesso às fontes de informação, pois actualmente, até a partir das nossas casas temos acesso à informação que precisamos. Esta situação dever-se graças ao desenvolvimento da tecnologia que tem vindo a ser cada vez maior e mais abrangente ao longo destes anos.
                O campo de investigação da inovação pedagógica pode ser considerado todos os ambientes de interacção social, englobando ambientes formais, como a escola, e informais.

Ana Carina Rodrigues, nº 2043809,
Lorene Piloto Rodrigues, nº 2030709

Referências:
Fino, C. N. (2007). Inovação Pedagógica: Significado e Campo (de investigação). In Actas do III Colóquio DCE-UMa. Funchal: Universidade da Madeira.

Inovação Pedagógica: significado e campo (de investigação)

           No que diz respeito ao significado podemos ver que para ser possível obter uma inovação pedagógica é necessário alterar o posicionamento crítico, explícito ou implícito, relativamente às práticas tradicionais da escola. Toffler (1970) e Gimeno Sacristán (1985) descrevem a descontinuidade relativamente ao paradigma fabril, que acontece no “espaço físico ou virtual onde os professores e aprendizes se movem, sendo estes agentes de mudança.” Consiste na criação de contextos de aprendizagem diferentes dos utilizados nas escolas tradicionais, “como alternativa à insistência nos contextos de ensino.”
            Segundo Seymour Papert a insistência no contextos de aprendizagem justifica-se num professor construcionista que tenta provocar o máximo de aprendizagem com um mínimo de ensino. Sendo isto coerente com as ideias que justificam o processo de Bolonha, que centra a actividade no estudante, em vez de centrar todos os procedimentos na actividade do professor, ou seja, o professor deixa de ter o papel principal, passando-o para o aluno.
            É importante referir que a inovação obriga a acção, visível  nas práticas, logo a “inovação pedagógica não deve ser procurada nas reformas de ensino ou nas alterações curriculares”, apesar de estas facilitarem as “mudanças qualitativas nas práticas pedagógicas”.
            Para finalizar, “A inovação é in situ, quando estudada no local, mediante dispositivos de observação participante, que visem entender os acontecimentos de dentro”.
            Relativamente ao campo, podemos observar que nos dias de hoje a escola já não é um locus de informação, pois actualmente podemos aceder a fontes de informação através da nossa própria casa, devido ao desenvolvimento tecnológico. Podemos dizer que “o Mundo é o locus da informação,” onde temos obrigatoriamente de interagir socialmente, onde estamos sujeitos a uma adaptação permanente.
            Lave & Wenger (1991) defendem que a aprendizagem é um fenómeno secundário, considerando como primário a substituição da interacção social por parte da escola. Ao defender desta forma um relacionamento top down, que consiste em que só o professor transmite conhecimentos e os alunos só podem intervir quando autorizados. A interacção entre pares é desencorajada e punida. Podemos encontrar práticas pedagógicas onde se reúnem pessoas, com o objectivo de aprender alguma coisa e outras com o propósito de facilitar essa aprendizagem, ou quando um conjunto de pessoas pretende aprender alguma coisa em conjunto.
            No campo de inovação podemos incluir ambientes formais e informais. Os trabalhos de Lave (1988,1993), procuram através de ambientes informais respostas de forma a perceber e ultrapassar dilemas de ambientes formais, fazendo com que a escola falhe em fornecer o contexto dos verdadeiros participantes, como se as práticas decorressem na prática de todos os dias.

Rui Rodrigues Nº 2024009
Referências:
Fino, C.N. (2007). Inovação Pedagógica: Significado e campo (de investigação). In Actas do III Colóquio DCE-Uma. Funchal: Universidade da Madeira.
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Este podcast pretende chamar à atenção para a introdução do computador nas salas de aula e no quotidiano escolar.
A integração deste novo objecto foi algo difícil e lenta devido a má formação dos professores que estavam habituados a "depositar" a matéria nos alunos , sem qualquer espécie de tratamento por parte dos alunos.

Marco Ramos
Raquel Gouveia
Ligia Sousa

Paula Alves & Tatiana Camacho

Inovação Pedagógica: Significado e campo (de investigação), Carlos Nogueira Fino
A inovação pedagógica é mudança de educação, ou seja, a inovação da pedagogia tradicional.
Para Khun, a inovação pedagógica implica uma descontinuidade na aprendizagem segundo o paradigma fabril.
Num novo paradigma, Toffler e Sacristãn referiam, nos anos 70 e 85, que os alunos e as suas aprendizagens passam a ser agentes de mudança pedagógica.
Papert, nos anos 90, afirma que os professores devem trabalhar de forma a que os alunos retenham o maior número de aprendizagens com o mínimo de instrução. Assim, o professor é mais um orientador do que um transmissor de conhecimento, tornando as aprendizagens dos alunos autónomas.
A inovação pedagógica não deve ser só inserida nas reformas do ensino,  nas alterações curriculares ou programáticas, mas também nas práticas.
Podemos ainda referir que, a inovação pedagógica, não se faz fora da escola, mas dentro dela; esta não se deve à formação dos professores, mas sim a uma hipótese individual ou local, que estimula as ideias ou movimentos da inovação pedagógica; entre outras situações.
A escola da actualidade terá que inovar, porque não satisfaz as necessidades sociais. Já não é, por exemplo, fonte de informação pois esta já não reside no estabelecimento educativo. Cada vez mais, temos informação a partir de casa, devido ao facto de haver um grande avanço tecnológico.
O campo de inovação ultrapassa as paredes da escola e valoriza a interacção social, que incluí os ambientes informais e formais.

Elaborado por: Paula Alves & Tatiana Camacho
Referências:
Fino, C. (2007). Inovação Pedagógica: Significado e campo (de investigação). In Actas do III colóquio DCE-Uma. Funchal: Universidade da Madeira.

Comentário ao podcast: “As TIC na Educação Básica”, de Otília Silva

As tecnologias na educação são um assunto em constante evolução, deste modo, o papel da escola é acompanhar a situação e potencializar as aprendizagens dos alunos. Por outro lado, o professor deverá actuar como mero mediador, motivando os seus alunos para uma aprendizagem significativa e estimulante.
As tecnologias na educação devem ser utilizadas como uma importante ferramenta, pois facilita a aquisição de novos conteúdos através de actividades criativas e que poderão desenvolver as diferentes áreas do currículo.
As TIC desde cedo têm uma função crucial no desenvolvimento cognitivo, social, cultural e emocional das crianças. Sendo assim, ao educador compete por ao dispor estas ferramentas, promovendo o desenvolvimento de diversas áreas a nível criativo, comunicativo e cooperação. No final do primeiro ciclo, as crianças devem adquirir certas competências, que lhes permitam produzir e modificar textos e imagens, comunicar, pesquisar e utilizar de vários softwares.
Portanto, é fulcral que os professores aprendam a dominar as novas tecnologias, de modo a poder utilizá-las como ferramenta pedagógica.

Paula Teixeira, nº 2014509
Tânia Garcês, nº 2032709

Para aceder ao podcst consulte: http://soundcloud.com/otilia-silva-1

As TIC na escola (Susana Vieira)

A incorporação das novas tecnologias na escola e a importância e utilidade que estas podem ter na inovação da educação é um assunto cada vez mais debatido.
Segundo estudos já realizados, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) são, nos nossos dias, um elemento constituinte do ambiente de aprendizagem. Elas podem apoiar a aprendizagem de conteúdos e o desenvolvimento de capacidades específicas, tanto através de software educacional como de ferramentas de uso corrente. Neste sentido, o professor desempenha um papel muito importante dado que deve ser ele a introduzir, incentivar, e estimular o uso das TIC na sala de aula como ferramenta de uma aprendizagem inovadora.

Elaborado por:
Ana Carina Rodrigues, nº 2043809,
Lorene Piloto Rodrigues, nº 2030709
Rui Marcelo Rodrigues, nº 2024009

AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) são, nos nossos dias, um elemento constituinte do ambiente de aprendizagem. Elas podem apoiar a aprendizagem de conteúdos e o desenvolvimento de capacidades específicas, tanto através de software educacional como de ferramentas de uso corrente. No entanto, o uso das TIC no contexto escolar com utilização educativa/pedagógica foi um processo longo.
No paradigma fabril, as escolas tinham uma estética relativamente idêntica às fábricas e situavam-se precisamente junto das mesmas. Eram escolas onde os funcionários poderiam estudar, após trabalharem. Ali se formavam pessoas tanto para a prática profissional como para o quotidiano.
No século XX, surge a Escola Nova, com novas metodologias de ensino e que veio reformular o ensino de forma mais produtiva. Queremos com isto dizer que o novo sistema de ensino veio trazer profundas transformações a nível educativo e pedagógico.
A evolução da educação, a introdução das novas tecnologias e novas metodologias, são fundamentais para uma educação completa e coerente, formando cidadãos para que possam viver em cidadania.

Elaborado por:
Ana Carina Rodrigues, nº 2043809,
Lorene Piloto Rodrigues, nº 2030709


Referências:
Sousa J.& Fino C. (2001) – As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação& Cultura Contemporânea, 5 (10), 11- 26 1º Semestre 2008. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá.

O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira

Tendo por base a leitura deste texto de Carlos Fino, é importante salientar e destacar o papel dos computadores quando estes começaram a aparecer e a serem utilizados nas escolas. Na continuidade do que referimos anteriormente, podemos dizer que o uso do computador na sala de aula era canalizado no sentido de melhorar a forma como os professores ensinavam, e não no sentido de, através da dinâmica, melhorar a forma como os alunos aprendiam.
Para o uso do computador e das novas tecnologias ser assumido como uma componente de maior sucesso e evolução de um ensino com qualidade era necessário criar técnicas programadas para o seu manuseamento.
Na segunda metade dos anos sessenta, um senhor chamado Seymour Papert, criador da linguagem Logo, teve um papel essencial ao debater a importância dos computadores nas escolas. A sua perspectiva consiste na criação de “uma ferramenta que, entregue aos aprendizes, potencia as suas possibilidades de aprender, independentemente do professor e do próprio currículo” (Papert, 1980, p.2).
Concluindo, através da Linguagem Logo, tinha-se como objectivo que a criança fosse capaz de explorar as tecnologias e fosse também capaz de analisar as suas capacidades de aprender, visto que o uso dos computadores tem que ser visto também como uma ferramenta didática onde a criança pode aprender de uma forma mais lúdica e dinâmica, promovendo assim também o gosto, o interesse e o desejo de aprender.


Elaborado por:
Ana Carina Rodrigues, nº 2043809,
Lorene Piloto Rodrigues, nº 2030709


Referências:
Sousa J.& Fino C. (2001) – As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação& Cultura Contemporânea, 5 (10), 11- 26 1º Semestre 2008. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá.

Inovação pedagógica: significado e campo (de investigação) Carlos Nogueira Fino, DCE – UMa

III Colóquio DCE - UMa

Inovação pedagógica: significado e campo (de investigação)
Carlos Nogueira Fino, DCE – UMa

Resumo
A inovação pedagógica implica que se assumam mudanças nas práticas pedagógicas envolvendo uma posição crítica em relação às práticas pedagógicas tradicionais.
Num contexto de mudança é importante ter em conta que tanto professores como alunos sejam eles próprios agentes dessa mesma mudança. Assim fala-se em contextos de aprendizagem que vão contrastar com os tradicionais contextos de ensino.
Um contexto de aprendizagem irá implicar a figura de um professor construcionista que irá aliar o máximo de aprendizagem com o mínimo de ensino.
Isto vai de encontro a metodologia aplicada através do processo de Bolonha onde toda a actividade é centrada no estudante ao invés do professor que no ensino tradicional assume um papel único de transmissor de informação.
È necessário que se tenha em conta que a inovação pedagógica implica reflexão, criatividade, onde se revela sempre uma opção individual de cada professor.
É ainda fundamental que se perceba que actualmente a escola não se revela o local da informação, sendo que esta pode ser obtida através de casa, devido ao desenvolvimento tecnológico actual.
No entanto a escola pode constituir um campo de inovação sendo que as práticas pedagógicas ocorrem onde se reúnem pessoas que tenham o sentido de aprender ou mediar uma aprendizagem.
O Centro de Investigação em Educação da Universidade da Madeira (CIE – UMa) rege-se por uma linha de pesquisa em inovação pedagógica que pretende focar a atenção dos investigadores no sentido de compreender o que será inovação pedagógica. Esta linha de investigação está aliada aos doutoramentos e mestrados na especialidade de inovação pedagógica.
A investigação pode ser orientada por linhas bem definidas, mas estas não devem delimitar o campo permitindo que se coloquem desafios à linha de pesquisa e à definição de inovação pedagógica.
Carla Silva, n.º 2060609
Marisa Silva, n.º 2086409
Telma Vasconcelos, n.º 2016708

Inovação pedagógica: significado e campo (de investigação) Carlos Nogueira Fino, DCE-Uma

A inovação pedagógica implica mudanças qualitativas na prática pedagógicas as quais envolvem uma posição crítica face às mesmas . Khun (1962) atribui à ruptura paradigmática, a descontinuidade que a inovação pedagógica traz. Esta descontinuidade é referente ao paradigma fabril, relativamente ao espaço físico ou virtual e implica mudança na ação de aprendizes e professores. Desta forma adquirem-se contextos de aprendizagem diferentes dos que são habituais nas escolas.
A abordagem dos contextos de aprendizagem coincide com o que diz Papert no livro no livro The Children’s Machine (1993) onde salienta que um professor construcionista promove inúmeras aprendizagens com o mínimo de ensino. Esta ideia é coerente com as ideias fundamentais que justificam o processo de Bolonha, onde toda a actividade é centrada no estudante em substituição da prática tradicional em que os procedimentos se centravam na actividade do professor. Uma das ideias-chave de Papert traduz-se no facto que o aprendiz ter uma grande autonomia enquanto o professor assume um papel secundário como guia, ou assistente. Assim, a inovação pedagógica é um processo de dentro, que implica reflexão, criatividade, sentido crítico e autocrítico.
Nesta sequência e aliando o papel da tecnológia a escola deixou de ser um local onde se adquire informação, uma vez que podemos ter acesso a esta a partir das nossas casas.
Se ocorrerem na escola movimentos que substituam as velhas práticas pedagógicas por outras, a escola pode constituir-se um campo para a inovação, considerado um espaço de interacção social.
O Centro de Investigação em Educação da Universidade da Madeira, instituiu uma linha de pesquisa em inovação pedagógica. A ideia implícita nesta pesquisa é compreender o significado de inovação. Esta investigação está associada a mestrados e doutoramentos na especialidade de inovação pedagógica.


Ligia sousa
Marco Ramos
Raquel Gouveia

"Inovação Pedagógica: significado e campo (de investigação)" - Resumo

Inovação Pedagógica: significado e campo (de investigação)

A inovação pedagógica envolve um posicionamento crítico, explícito ou implícito que necessita de mudanças no que diz respeito às práticas pedagógicas tradicionais. Essas mudanças são suportadas por factores, embora não sejam deles que carece a inovação.
A inovação pedagógica é alvo de uma ruptura do paradigma fabril que sucede no espaço, físico ou virtual, onde estão presentes agentes de mudança e consiste na formação de contextos de aprendizagem como alternativa à falta de contextos de ensino. Assim, os professores têm o costume de incutir “ (…) um máximo de aprendizagem com um mínimo de ensino (…) ”, desta forma o aprendiz tende a desenvolver uma maior autonomia, em prol do papel do professor ser mais periférico, servindo apenas como assistente, guia ou agente metacognitivo. E como exemplo desta prática temos o “processo de Bolonha”.
No caso de ponderarmos as culturas escolares tradicionais, a inovação pedagógica apresenta-se como ruptura de natureza cultural, na medida em que não tem uma definição consensual, invalidando assim tradições/rotinas escolares. As práticas pedagógicas estão envolvidas na inovação, de modo a alcançar uma melhor qualidade das mesmas. A inovação não deve ser procurada nas reformas do ensino mas sim, nas reformas e nas alterações do ensino. Assim sendo, a inovação pedagógica não consiste na formação de professores, mas sim num processo individual e local que envolve reflexão, criatividade e sentido crítico e autocrítico, colidindo por vezes com o currículo.
No presente, a quantidade de informação existente é imensa, não conseguindo ser armazenada na mente de nenhum professor nem em bibliotecas, levando a escola a deixar de ser o local de informação. Com o desenvolvimento tecnológico o local de informação é incerto, podendo ser nas nossas casas, no mundo ou até na nossa vida, havendo uma interacção social como projecto de adaptação. A escola pode construir-se para a inovação se forem alteradas as velhas práticas por outras tendo essas práticas o objectivo de dar a aprender e aprender nova informação. Assim, o campo de informação pode ser caracterizado como o espaço de interacção social, tendo em conta ambientes formais e informais.

Fino, C.N. (2007). Inovação Pedagógica: Significado e campo (de investigação). In Actas do III Colóquio DCE-Uma. Funchal: Universidade da Madeira.

Joana Freitas, nº 2028609
Vanessa Costa, nº 2049409

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Comentario Podcats As TIC na Educação Pré-Escolar, de Joana Camacho

A prática educativa de qualidade pode também ser estimulada pela utilização das novas tecnologias no pré-escolar, entendidas não como um mero recurso didáctico, mas como um instrumento cultural que seja utilizado na prática pedagógica com finalidades sociais autênticas que lhe confiram significado.
As TIC engloba as formas para criar, armazenar, trocar e utilizar a informação de várias formas.
As TIC na escola promovem ambientes educativos mais dinâmicos, utilizando programas informáticos de qualidade de modo a chamar a atenção das crianças. O computador (e outros instrumentos informáticos) serve de suporte ao educador e não para o substituir, para que este não se feche no currículo tradicional.
As TIC desenvolvem várias capacidades:
• a linguagem verbal através de jogos;
• a linguagem escrita através de processadores de texto;
• conceitos matemáticos;
• capacidade de colaboração entre as crianças na utilização cooperativa do computador.
Os educadores devem ser orientadores para os seus alunos e devem deixar as crianças experimentarem, descobrirem e utilizar estes instrumentos, abrindo portas para um novo mundo e devem estimular uma interacção e cooperação produtiva entre as crianças.
Os docentes têm de ser ágeis, atentos e perspicazes para que promovam aprendizagens dinâmicas e saibam utilizar este tipo de tecnologias para inovar a sua prática.


Cláudia Gonçalves nº2029809
Mónica Gonçalves nº2049909

Inovação Pedagógica: significado e campo (de investigação) - Carlos Nogueira Fino, DCE – UMa

A Inovação Pedagógica implica essencialmente mudanças qualitativas nas práticas pedagógicas que surgem com o intuito de mudar as práticas tradicionais.
Sendo assim, a questão da inovação pedagógica vem causar uma grande ruptura a nível da escola tradicional, ou seja, o paradigma fabril é destruído pelo paradigma construtivista, na medida em que o aluno tem uma grande autonomia, e onde o professor assume um papel mais longínquo, servindo de assistente, recurso, guia, agente metacognitivo, muito mais do que de transmissor.
Por outro lado para os mais tradicionalistas a adaptação de culturas novas, vem causar grande transtorno, porém o caminho da inovação raramente passa pelo consenso.
Deste modo, inovação envolve as práticas e só pode ser entendida através de dispositivos de observação participante.
Para além disso, esta inovação não é resultado da formação de professores, e está fortemente relacionada com a reflexão, criatividade e senso crítico. Contudo, não é sinónimo de inovação tecnológica.
No que diz respeito ao campo este pode ser visto como um espaço de interacção social (ambiente formal e informal) tais como, a escola e as instalações educativas, na medida em que o aluno é um aprendiz e o professor desempenha um papel periférico.

Mary Faria.
Sara Monteiro.

Referências: Fino, C. N. (2007). Inovação Pedagógica: Significado e Campo (de investigação). In Actas do III Colóquio DCE-UMa. Funchal: Universidade da Madeira.

Resumo do documento: Inovação Pedagógica: significado e campo (de investigação)

Carlos Nogueira Fino

            Segundo Fino, o significado da inovação pedagógica quando incluída nas práticas educativas, gera mudanças educativas, assumindo uma posição crítica, nítida ou subentendida. O confronto entre o paradigma fabril e a inovação pedagógica demonstra as grandes diferenças inerentes no que se refere ao contexto de ensino. No paradigma fabril, o método de ensino centrava-se num dado espaço (físico ou virtual) e nos agentes de mudança (aprendizes e professores), negando a possibilidade da introdução de novos métodos de ensino-aprendizagem e submetendo o aluno a um papel passivo. Numa nova perspectiva e segundo Papert (1993), o professor assume um papel construcionista incutindo no aluno o máximo de aprendizagens e diminuindo os momentos de ensino formal. Neste processo o aluno assume uma função autónoma e activa nas suas aprendizagens, sendo o actor principal do processo educativo, enquanto que o professor assume uma função mais periférica.
            A inovação pedagógica pode assumir duas vertentes: a de ruptura com a natureza cultural (tendo como base as culturas escolares tradicionais) e a de abertura para as novas culturas emergentes (sendo estranhas aos olhares tradicionais).  Esta não deve ser procurada na transição das alterações escolares, mas sim ter em conta mudanças qualitativas na prática pedagógica. A inovação não se centra apenas dentro da escola, mas engloba o meio envolvente (comunidade e família), promovendo momentos de reflexão, criatividade e sentido crítico.
            No que se refere ao campo, a escola deixou de ser o pólo centralizador da informação, passando esta a ser difundida através do meio tecnológico, podendo ser acedido a partir das nossas próprias casas. O mundo passou a ser um campo de informação e a escola o campo da inovação. A interacção social é um fenómeno secundário, mas surge como factor gerador de aprendizagem, podendo ser desenvolvida e praticada em ambientes formais ou informais.
            A investigação sobre a inovação pedagógica desenvolve-se segundo dois movimentos antagónicos: o centrípeto quando a exploração do conceito é efectuada a partir de estudos de diferentes temáticas educacionais e o centrífugo quando a exploração do conceito determina a observação nos diferentes estudos.
             
Andreia Olival nº2045009
Isabel Vasconcelos nº2013609 

Inovação Pedagógica

O conceito de inovação pedagógica reside na mudança de um paradigma, para a criação de contextos alternativos de aprendizagem, diferentes dos que até agora estavam implantados nas escolas. Tal como refere Papert (1993), os professores construcionistas tentam dar o máximo de aprendizagem aos alunos com o mínimo de ensino, ou seja, tentam fomentar espaços em que os próprios alunos procuram e constroem o seu próprio conhecimento. É difícil definir inovação pedagógica perante as culturas escolares tradicionais enraizadas, mas de certo modo é esta heterodoxia que nos permite ir ultrapassando os paradigmas que vão contra a aprendizagem autónoma dos alunos e confrontando os tradicionalistas com alternativas e práticas inesperadas, visando alcançar uma aprendizagem mais sistemática e liberal. A inovação só pode ser entendida se observada de forma participada, de modo a entender os acontecimentos de dentro, implicando reflexão, criatividade, sentido critico e autocrítico. Embora muitas das vezes seja complicado dar a volta ao currículo visto que o professor tem uma liberdade mas uma liberdade condicionada.
No que respeita ao campo pedagógico, hoje em dia, com o desenvolvimento tecnológico é mais fácil aceder ao conhecimento, visto haver muita quantidade de informação, acessível a todos, para além do ambiente escolar. As práticas pedagógicas nas escolas devem ser uma preparação para a vida na qual estamos sempre aprender e à procura de conhecimento para melhor nos adaptarmos. A inovação pedagógica passa por um ensino horizontal que substitua as antigas práticas pedagógicas dando lugar a um novo ensino em que os professores medeiam a aprendizagem dos alunos e aprendem em conjunto com eles. Os alunos passam a ter um papel activo em vez de passivo. O campo de inovação como interacção social permite ambientes de aprendizagem formais (escola) e informais, em que o professor tem um papel mais periférico, deixando os seus aprendizados demonstrarem o seu interesse. Os alunos vão à procura de aprendizagem em ambientes informais para completar as lacunas dos ambientes formais.
Fino, C.N. . Inovação pedagógica: significado e campo (de investigação). Funchal:Uma
Publicado por: Ana Olim e Sandra Correia

A inovação pedagógica: significado e campo (de investigação) - Carlos Nogueira Fino, DCE-UMa

A inovação pedagógica é uma temática que tem vindo a ser estudada, por diferentes investigadores em Universidades Brasileiras e na nossa universidade, tendo como intuito defini-la, promovê-la e incitar à prática.
Define-se como uma mudança qualitativa na prática pedagógica, rompendo com as práticas pedagógicas tradicionais, criando contextos de aprendizagem em que o aluno é autónomo no seu processo de aprendizagem, desenvolvendo as suas capacidades cognitivas tendo como professor inovador um guia nesse processo. Esta autonomia do aluno, reflecte-se, por exemplo, no processo de Bolonha, promovendo “ (…) o máximo de aprendizagem com um mínimo de ensino (…) ” criando “ (…) contextos “ricos em nutrientes cognitivos””, ideia defendida por Papert, indo ao encontro do paradigma construtivista.
A inovação pedagógica não é um conceito inerente à inovação tecnológica, mas sim à criação de culturas novas em que a inovação seja inesperada e que esbarre muitas vezes com o currículo. Uma inovação que provoque mudança nas práticas pedagógicas, estudando-as através da observação participante, em que a reflexão, a criatividade, sentido crítico e autocrítico bem como a boa formação dos docentes é fundamental.
Ao longo de décadas, esta inovação não foi possível, pela implementação de um sistema educativo top down em que o professor estava no topo da hierarquia e os alunos eram meros receptores da informação, em que as interacções sociais eram desencorajadas e punidas. Actualmente, as práticas pedagógicas só existem quando há união de pessoas, umas que tenham o propósito de aprender e outras, o propósito de facilitar ou mediar a aprendizagem, substituindo o locus da informação, da escola para o mundo e a vida, em que a interacção social é a ponte para esse processo. Assim sendo, o campo da inovação é o grande espaço dessa interacção social subdivido em ambientes formais e informais. Dois ambientes transversais, já que complementam-se e indicam o que deve ser melhorado, ou seja, os ambientes informais dão as respostas necessárias para superar os dilemas ligados aos agentes do processo educativo, desenvolvidos nos ambientes formais como a escola.
Com a preocupação do processo educativo e da sua inovação, tem-se desenvolvido uma linha de pesquisa, tendo por base a consciência da situação de erosão da escola formal e da sua necessidade de a conter, compreendendo a inovação em termos conceptuais e locais, procurando a promoção, renovação e implementação da inovação pedagógica, no contexto educativo.

Carla Lourenço, nº 2015009
Cátia Rosário, nº 2042509





Referências:
Fino, C. N. (2007). Inovação Pedagógica: Significado e Campo (de investigação). In Actas do III Colóquio DCE-UMa. Funchal: Universidade da Madeira.

Comentário ao pod cast: As Tie na Escola de Susana Vieira

Comentário ao pod cast: As Tie na Escola de Susana Vieira

O podcast As Tie na Escola refere-se à importância da incorporação das novas tecnologias em ambiente educativo. Susana Vieira, após várias pesquisas salienta que a inserção das tie em ambiente escolar são fundamentais para o desenvolvimento do saber dos alunos, preparando-os assim para uma melhor resolução de possíveis problemas.
Com a incorporação destas novas tecnologias, o aluno pode participar activamente no contexto educativo através das suas próprias pesquisas, deixando assim de ser apenas o receptor da informação. O aluno poderá fazer as suas investigações individualmente ou em grupo, no entanto a autora defende que a segunda forma de pesquisa será mais enriquecedora. Desta forma o professor terá um papel fundamental, pois terá de os orientar e incentivar para tal.
Com isto, verifica-se a importância das teorias construtivistas na educação, pois sem elas o conhecimento permanecia estático e só tinha importância o transmitir de matéria.
Para que as tecnologias sejam utilizadas de forma útil, o professor tem de receber formação adequada na área, assim como mostrar-se mais receptível a esta nova evolução.

Referências:
http://soundcloud.com/susana-vieira/as-tic-na-escola-susana-vieira

Carla Romão nº 2039508
Fátima Andrade nº 2050009