segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comentário ao texto: O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira de Carlos Nogueira Fino

Durante do século XX assistimos a uma transformação e modernização no que diz respeito ao uso da tecnologia no processo educativo. Assim, originaram-se novos modos de difusão do conhecimento, de aprendizagem, e, particularmente, novas relações entre professores e alunos.
Inicialmente, as ferramentas tecnológicas foram introduzidas no ensino tradicional e tornavam o professor num sujeito passível de ser substituído, como é exemplo o “ensino assistido por computador”, preconizado por Skinner. Mais tarde, a figura de Seymour Papert aparece aliada à criação de um conceito inovador, que apesar de ser uma ferramenta informática, rompia com as concepções tradicionais – a linguagem Logo. A contribuição de Papert foi crucial para que se desse uma mudança de paradigma educacional.
Apesar da evolução da tecnologia, a criatividade e as novas atitudes do professor são o ponto de partida para a inovação pedagógica. Foi com o objectivo de formar este tipo de professor que a Universidade da Madeira, no seguimento da alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo em 1997, criou a disciplina de Novas tecnologias e Inovação na Educação e em 2000 e com a nova reestruturação dos planos de estudo introduziu a disciplina de Oficina Multimédia. Deste modo, segundo Carlos Fino (2001) estas disciplinas pretendiam “habilitar os jovens educadores e professores a compreenderem o papel das tecnologias na educação (…)” (p.5).

Referências:
Fino, C. N. (2001). Um novo paradigma (para a escola): precisa-se. Funchal: FORUMa – Jornal do Grupo de Estudos Clássicos da Universidade da Madeira, 1, 2.

Paula Teixeira, nº 2014509
Tânia Garcês, nº 2032709

Paula Alves & Tatiana Camacho


Comentando o artigo de Carlos Fino (2001),  O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira tecnologia
Tendo em conta o artigo de Carlos Fino, “ O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira tecnologia”, a tecnologia, no âmbito escolar, foi marcada pela tentativa de integração e de inovação pedagógica.
Nos anos oitenta, Seymour Papert, criou o Logo, um projecto que pretendia quebrar com a educação tradicional, ou seja, mudar os papéis dos professores e dos alunos e introduzir os computadores. Este projecto tinha como objectivo, potencializar a aprendizagem independente dos alunos.
O projecto Logo é a mudança do paradigma educacional, que serviria para introduzir a tecnologia, como modelo de mudança, surgindo o paradigma instrucionista, para um paradigma construcionista que surgiu como forma de responder às necessidades da sociedade. Podemos afirmar, que a inovação pedagógica surge com a inserção dos paradigmas.
Ainda podemos referir, que a inovação pedagógica não vista através da tecnologia, mais sim fora dela. A tecnologia só vem possibilitar aos alunos, novos meios que pesquisa, de comunicação, entre outras situações, tornado os alunos críticos das suas próprias aprendizagens.
Na Universidade da Madeira, para a formação dos futuros professores existe uma disciplina que é a Tecnologia de Inovação em Educação, que fornece aos futuros educadores, habilitações para compreenderem melhor qual é a função da tecnologia.  

Referências:

Fino, C. (2001). O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da   Universidade da Madeira. Funchal: Professor Associado do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.


Comentando o artigo de Carlos Fino & Jesus Maria Sousa (2001),  AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL 
                                            
Partindo da ideia citada no documento intitulado “AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL”, a sociedade tem encarado uma série transformações e evoluções, que vão desde a invenção da imprensa até à introdução das tecnologias de informação e comunicação.
Como é afirmado, foi desde a Revolução Industrial, que a educação teve apenas uma intencionalidade, instruir para o trabalho, neste caso, nas fábricas. Foi então, que, a partir de meados do século XX, surgem algumas mutações no campo tecnológico.
Em 1927, ocorreu a inserção das TIC nas escolas, levada a cabo por S. Pressey.
Na década de setenta, surgiram programas de instrução programada. Nesta altura, nasceu a linguagem Logo, protagonizada por Seymour Papert. Esta ferramenta informática, foi considerada, um projecto pedagógico de utilização de computadores na educação. Papert, afirmava que Logo era distinto do EAC, pois o EAC era um substituto do professor, e o Logo potencializava a capacidade do docente ensinar.
Nos anos oitenta, surgiram algumas mudanças, nomeadamente, na forma como são vistos os papéis dos docentes e dos alunos. É revelada a ideia de que devem ser implementadas ferramentas para que os professores possam construir conhecimento. Com isto, Papert defendia que o conhecimento podia ser construído através de uma aprendizagem situada, partindo do contexto em que se desenrola, com a negociação social do conhecimento, e com a colaboração. 

                     
                    Referências:
                    Sousa, J. & Fino, C. (2001). AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL. Funchal: Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.

Publicado por: Paula Alves & Tatiana Camacho


   

O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira Carlos Nogueira Fino

     O autor aborda a temática da tecnologia na educação e a sua inovação pedagógica. Para isto faz uma comparação com as viagens, acompanhando a evolução tecnológica dos meios de transporte. Concluiu-se que esta evolução veio favorecer as ligações, ou seja não distância mantém-se a mesma, mas a segurança dos passageiros aumentou e o tempo das ligações diminuiu.
     Autor depois faz uma perspectiva das tecnologias usadas nas escolas, e em que contribuíram para a sua inovação. No entanto, critica o facto de os computadores nas escolas serem apenas como refere “tentativas de utilização de modo a melhorar a eficácia do acto de ensinar”.
Segundo, Carlos Fino para que a tecnologia seja importante no ensino e necessário que seja vista muito mais que além da mera rapidez com que transmite informações na ajuda do tradicional papel de professor como transmissor e o aluno como um mero receptor.
      Faz alusão a importância da linguagem “Logo” desenvolvida por Seymour Paper era totalmente voltada para a educação. Esta linguagem Logo, consistia numa linguagem de computador em de pretendia dar à criança uma liberdade de programar a máquina em vez do contrário. Já na década de 60 defendia-se que deveria existir um computador por criança na sala de aula, e infelizmente só actualmente é possível encontrar esta situação. Paper com esta ferramenta entregue aos aprendizes pretendia potencializar a aprendizagem dos mesmos.
Menciona ainda a importância de passar de um paradigma instrucionista para um paradigma construcionista. Enquanto o instrucionista limita-se na instrução tirando a possibilidade de um aluno poder criar e de pensar, o paradigma construcionista e precisamente o oposto, responde às necessidades da por alunos muito mais preparados para uma sociedade cada vez mais exigente.
     Em relação a Universidade da Madeira, esta foi pioneira na integração do estudo das TIC na educação, tendo assim inserido nos planos das licenciaturas em Educação de Infância e Ensino Básico a unidade curricular de Tecnologia e Inovação na Educação. Com vários objectivos de grande relevância, como por exemplo a exploração de novas tecnologias na escola pode contribuir para inovação da aprendizagem; a utilização da Internet como um meio de pesquisas informativas, com inúmeras alternativas.
     Em suma, este documento aborda a temática do uso do computador e suas novas tecnologias na sala de aula, como uma ferramenta pedagogia. No entanto não podemos deixar de referir que so por si o uso do computador na sala de aula não contribui para uma inovação na educação é preciso saber usá-lo como forma de aprendizagem, para que o ensino seja construtivista e não apenas instrucionista.


Referências Bibliográficas
Sousa, J. & Fino, C.(2001).As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação  & Cultura Contemporânea, 5(10), 11-26 1ºSemestre 2008.Rio Janeiro: Universidade Estácio de Sá.





Ligia Sousa
Raquel Gouveia
Marco Ramos

Comentando o texto de Fino & Sousa (2001) AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL

A evolução da ciência e tecnologia e das diversas ferramentas.
A evolução dos materiais de ensino e de difusão da cultura e aprendizagem em que passaram muitos deles a serem portáteis (livro) e que por conseguinte a sua utilização e reprodução passasse a ser mais fácil.
A facilidade de divulgação da informação e comunicação com surgimento de diversos meios e formas de comunicar e divulgar informação como a internet.
A revolução liberal que fez com que o homem tivesse que adquirir aptidões suficientes para resistir a um trabalho repetitivo, caótico, barulhento e disciplinado.
A partir daqui o ensino passou a ser massificado o que fez com a “ máquina civilizacional” conseguisse os adultos que queria.
Este ambiente fez-se acompanhar pela criação da escola pública, munida de elementos que faziam parte da cultura industrial, ou seja, as rotinas da fábrica (campainha, edifício fechado, separação de classes e idades).
Posteriormente assistiu-se a uma divisão da Humanidade em dois grandes blocos político-militares baseados na informação e na cibernética fruto de alguns acontecimentos como o lançamento do sputnik e o Rationale Tyler como modelo de orientação curricular, que tiveram um impacto decisivo nas práticas curriculares.
Num primeiro momento a utilização das Tic na educação foi algo limitada e condicionada embora o ensino e instrução programado começasse a ser recorrente.
Os primeiros intentos desta integração foram na tentativa de melhor a eficácia do acto de ensinar.
O papel de Seymour Papert e a criação da linguagem Logo que proponha saltar do currículo tradicional (instrucionista) para um novo paradigma educacional construtivista em virtude da crise e de todos sistemas educativos do planeta bem como para a necessidade de responder às orientações económicas com a finalidade de conseguir a máxima instrução com o mínimo de investimento.
Esta perspectiva de construção do conhecimento pretende que ele seja “ negociado e testado” onde os aprendizes formam e testam o conhecimento dialogando com a sociedade. É através desta interacção que a perspectiva é bem sucedida. Como defendia Vygotsky (1978), existe na mente de cada aprendiz, uma Zona de Desenvolvimento Proximal, que marca a diferença entre o que o aprendiz é capaz de fazer sozinho e o que ele é capaz de atingir com a ajuda de outros.
Podemos então dizer que a perspectiva abordada anteriormente está intimamente ligada as ideias defendidas por Vygostsky, ou seja na importância do professor e na capacidade de organizar conhecimento e contextos de aprendizagem, privilegiando sempre a análise, síntese e a abordagem integrada de saberes e um vínculo entre alunos e comunidade capazes de gerar aprendizagem e descoberta.
Ligia Sousa
Marco Ramos
Raquel Gouveia


Referências Bibliográficas
Fino, C.N.(2001).Um novo paradigma(para a escola):precisa-se.Funchal:FORUMa-Jornal do Grupo de Estudos Clássicos daUniversidade da Madeira, 1,2.

O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira

O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira



Será incorporação de tecnologia sinónimo de inovação pedagógica?



O facto de introduzir computadores e internet nas escolas significará que estará a ocorrer uma mudança nas mesmas?

Ao recuarmos no tempo até aos finais dos anos sessenta, verificou-se uma forma de instrução popularmente designada por “ensino assistido por computador”, onde a utilização do computador aliou-se ao melhoramento da eficácia do ensino. No entanto é necessário que se tenha em atenção os papéis que alunos e professores representam enquanto actores no acto de aprender e ensinar.

Assim, a tecnologia será muito útil e benéfica se usada para além destes papéis em que o professor transmite e o aluno é receptor desses conhecimentos.

Seymour Papert é um nome ligado á criação da linguagem Logo, que se assumiu como um projecto pedagógico de utilização dos computadores contrastando com a tradição dos papéis que se atribuem a alunos e professores. Seria assim uma ferramenta eficaz, que prestaria auxílio aos professores na capacidade de ensinar e que potenciaria novas possibilidades na forma de aprender.

Assim a tecnologia permanecia aliada à mudança na forma de ensinar, abrindo novos rumos para uma nova sociedade marcada principalmente pela mudança, sendo que a escola se manifesta um local pouco capaz de preparar os seus alunos para o futuro.





    A exterioridade, em relação à tecnologia, dos factores críticos que determinam a inovação.

 É sentido que a tecnologia por si só não constitui sinónimo de inovação pedagógica, sendo que esta se fará consoante a forma com que o professor a utilizará.

A questão mais importante acaba por se revelar quando a tecnologia permite que se criem ambientes inovadores, onde a imaginação supere todas as barreiras que se possam criar com as raízes mais tradicionais.

O computador irá permitir que se possa moldar e mudar o ambiente da aprendizagem criando condições mais favoráveis ao sucesso dos alunos.

O mais importante é que se perceba que a forma como se vão utilizar os recursos informáticos, vão determinar o seu sucesso como aliado na construção da aprendizagem.



                        O caso da Universidade da Madeira

Na Universidade da Madeira sente-se a preocupação em habilitar os educadores e  professores para que possam compreender e utilizar as novas tecnologias no exercício futuro das suas profissões.

Pretende-se assim que os alunos da universidade tenham mentes abertas e que sejam capazes de utilizar a tecnologia, criando ambientes que sejam favoráveis às crianças com quem irão trabalhar.







                                                                                 

Referências bibliográficas



FINO, C. N.(2001). Um novo paradigma (para a escola): precisa-se. Funchal: FORUMa – Jornal do Grupo de Estudos Clássicos da Universidade da Madeira, 1,2.

 Trabalho realizado por: Carla Silva nº 2060609
                                       Marisa Silva nº2086409
                    

“As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional” comentário ao texto de Jesus Maria Sousa e Carlos Nogueira do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.



No artigo “As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional”, os seus autores, Jesus Maria Sousa e Carlos Nogueira (2001), professores do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira, procuram demonstrar o papel importante que representam as novas tecnologias de informação e conhecimento (TIC) para a criação de um novo paradigma educacional, uma vez que ao facultarem os utensílios conceptuais e as ferramentas que nos permitem aumentar o nosso conhecimento, o nosso papel entre as espécies, a oportunidade de assistir em tempo real à mudança na nossa maneira de nos representarmos e de representarmos, acabam também por alterar a imagem que se deve ter da escola.

 De modo a demonstrar essa necessidade de mudança os autores, desenvolvem o artigo em três partes que apesar de distintas, estão intrinsecamente associadas. Na primeira parte do artigo, apresentam factos históricos que demonstram que os modelos de ensino estiveram sempre associados ao nível da evolução da ciência e da tecnologia. Na segunda parte apresentam-nos factos históricos relativos à introdução das TIC na Escola, e por fim apresentam argumentos teóricos para defender a necessidade de mudança do paradigma educacional.

Assim, e segundo Jesus Maria Sousa e Carlos Nogueira (2001) , a escola pública que se iniciou no auge da Revolução Industrial, tinha por missão dar resposta a necessidades relacionadas com as alterações de produção que se fizeram sentir na época, bem como do modelo de educação que na fase da Revolução Industrial se inspirava literalmente nas fábricas, porque nessa altura o objectivo da escola era preparar os alunos para o mundo do trabalho neste caso nas fábricas.

Para estes mesmos autores, a escola nasceu precisamente inspirada na cultura industrial, e terá se mantido quase inalterada até ao séc.XX, mais propriamente até à década de 50 desse mesmo século, período histórico caracterizado pela “corrida ao espaço” protagonizada por russos e norte-americanos, e proporcionada pela grande evolução tecnológica que se fez sentir no pós segunda guerra mundial, o que naturalmente conduziu que relativamente à Educação.

Ao mesmo tempo que ocorreu essa evolução tecnológica, alguns teóricos debruçaram-se sobre questões do controlo da qualidade dos sistemas escolares, procurando uma gestão científica do ensino sobre uma perspectiva de racionalidade tecnológica, em oposição a um modelo escolar em vigor assente no sistema de produção em massa que nasceu na Revolução Industrial.

A evolução da ciência e da tecnologia segundo Jesus Maria Sousa e Carlos Nogueira (2001), conduziu também a uma evolução dos meios tecnológicos ao serviço da educação em contexto de sala de aula que culminou com a utilização dos computadores, que visavam melhorar a eficácia do acto de ensinar, tendo esta última inovação tecnológica, emergido no momento em que se assistiu à necessidade de alterar o currículo e modelo de educação vigente com quase dois séculos, caracterizado como sendo um modelo “instrucionista” para um novo modelo designado como “construcionista”, e assim, responder ao desafio colocado à escola por uma sociedade em profunda e apressada mudança, desactualizada e que já não é capaz de preparar os alunos para o futuro, uma vez que a sociedade industrial começou a dar lugar a uma nova organização económica e social em que começa a haver uma prevalência da informação e do conhecimento sobre as industrias tradicionais.

Decorrente dessa mudança, Jesus Maria Sousa e Carlos Nogueira (2001), apresentam as reflexões de vários teóricos educacionais cujos estudos confirmam a necessidade da existência de uma mudança no paradigma educacional, que conduza à natureza activa do conhecimento, em que não há um vínculo de causalidade entre o ensino e a aprendizagem, uma vez que o conhecimento é algo pessoal, construído pelo sujeito, alterando-se a maneira de encarar o papel do professor e do aluno e das novas tecnologias nas escolas.

Em termos de finalização do artigo, em jeito de conclusão, os autores defendem que são precisamente as TIC os motores dessa mudança de paradigma educacional, uma vez que segundo estes: “o facto de vivermos numa forma de sociedade pós-industrial, há a necessidade de se adequar a forma de educação, em que a tecnologia será a chave da concretização de um novo paradigma educativo capaz de fazer incrementar os vínculos entre alunos e a comunidade, enfatizando a descoberta e a aprendizagem, e de fazer caducar a distância entre aprender dentro e fora da escola”.

 
Referências bibliográficas
 
Sousa J.& Fino C. (2001) – As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação& Cultura Contemporânea , 5 (10), 11- 26 1º Semestre 2008. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá.

Trabalho realizado por: Carla Silva nº 2060609
                                       Marisa Silva nº2086409
                    


O Ensino e as Novas Tecnologias

           A nossa sociedade desde a sua existência tem sofrido constantes evoluções e alterações, vivemos numa sociedade em mudança pela acção das tecnologias digitais, da globalização e da pulverização das culturas locais.

            A escola pública surgiu, no auge da Revolução Industrial, para dar resposta às necessidades da sociedade industrial, porém, muitas mutações aconteceram até aos dias de hoje.

            Nos documentos trabalhados, na aula, “As Tic Abrindo Caminho A Um Novo Paradigma Educacional” e “O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira” falam-nos mais especificamente das Tic nas escolas, na evolução desta nas escolas e da importância dos professores serem consciencializados para esta nova era informática, estando já incluída na formação inicial dos professores.

            O desejo de romper os limites da Terra e viajar pelo espaço é antigo, tornando-se realidade na segunda metade do século passado. Um marco inicial neste processo ocorreu mais precisamente em 1957, com o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik. Alguns estudiosos do currículo referem o episódio Sputnik, como um marco na tomada de consciência de uma crise que se havia apossado da escola e da necessidade das escolas evoluírem ao mesmo ritmo que o resto do mundo.

            As tecnologias baseadas no processamento da informação, invadiram literalmente as nossas vidas a uma velocidade vertiginosa, e cada vez mais os professores têm que estar preparados para lidar com esta nova era. Hoje, os computadores estão profundamente entrelaçados na vida de todos os dias de todos os cidadãos.

            A escola como desde sempre terá de continuar a formar para o futuro, acompanhando as constantes mutações da sociedade.

            A tecnologia terá de ser vista, por todos os professores, como uma ferramenta de inovação pedagógica, extremamente positiva, pois vai permitir fazer coisas diferentes e inovadoras dentro de uma sala de aula. Uma realidade cada vez mais patente nos nossos dias, onde os livros passaram a ser portáteis.

            Cada vez mais os professores e futuros professores têm de ter consciência, de que o conhecimento não reside apenas na escola e dentro de uma sala de aula, uma vez que a informação está disponível fora dos muros da escola, através de um pequeno gesto como um clic que dá acesso à internet, onde a essa informação não depende apenas do acesso à escola.

            O professor tem de saber usar esta nova realidade a seu favor, trazendo esse suposto “inimigo”, para dentro da sala da aula, e com ele trabalhar em conjunto com os seus alunos.

            O educador tem de perceber que pode fazer mais do que está acostumado, e que tem de substituir rapidamente o giz, por um computador, reflectindo a sua prática e percebendo o potencial desta nova ferramenta. É lógico que o professor continua a ser uma peça insubstituível dentro de uma sala de aula, apenas está a um pequeno gesto de transformar a sala de aula, num espaço real de interacção. E assim permitir ao aluno se envolver de uma forma directa, em tudo o que está a ser realizado dentro de uma sala de aula, sendo o principal interveniente.

 Não podemos esquecer que o aluno é o principal interveniente no processo educativo, sendo o sujeito e o actor principal, do seu desenvolvimento enquanto ser individual. O professor apenas ajuda o seu educando a desabrochar.

            O uso do computador na educação tem como papel ultrapassar as fronteiras da educação convencional.

             Em suma, a participação do computador dentro das salas de aula, pode ser vista como algo muito novo, onde conceitos podem ser ensinados aos alunos, de formas nunca antes imaginadas. É verdade que esta ideia nos assusta como futuras professoras, mas ao mesmo tempo dá-nos um leque infinito de actividades que podemos vir a trabalhar dentro de uma sala de aula. A partir deste novo contexto de ensino-aprendizagem, tanto o aluno como o professor obtêm resultados positivos.

            Podemos imaginar esta nova era como o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, para espaço, só que em vez de termos um Sputnik, temos um computador que ao invés de ser lançado para o espaço, vai ser lançado para dentro de uma sala de aula.

E assim, tal como aconteceu com o Sputnik, a introdução de um computador dentro de uma sala de aula será como um marco na tomada de consciência de que a educação tem de acompanhar a evolução das tecnologias.



Andreia Filipa Nepomuceno da Silva 2010309

Andreia Sara da Corte Neves 2010709        


Síntese ao texto: “As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional”

O paradigma fabril tinha como objectivo dar resposta as necessidades da sociedade, ou seja, a formação de gente para trabalhar nas fábricas, sistema este que durou até meados do século XX. Tal como Toffler afirma, este sistema de reprodução em massa ainda deixou-nos alguma herança, sendo visível em algumas escolas em que os alunos ainda são regulados pelo toque de uma campainha, dentro de um edifício fechado, separados por idades e por classes, com um professor para cada área disciplinar e onde ainda impera a figura do professor como dono do saber. Embora seja importante referir que já existem excepções a regra e que já há várias politicas que vão contra este tipo de ensino instrucionista.
            A partir da década de 50, após guerra, as tecnologias sofreram alterações na visão da humanidade acerca da educação, para melhor estudar os satélites artificiais  soviéticos e a sua eficiência. Começou-se a dar mais importância à matemática e as ciências, levantando-se a questão de não relacionar esta formação com o meio.
            O fenómeno de Sputnik, com implicações nos Estados Unidos, veio corromper com o paradigma fabril, trazendo uma visão mais burocrática, acreditando na importância da formação docente, no sistema de controle e na avaliação escolar, que ainda é visível nos nossos dias. Embora se estivesse a utilizar o velho sistema em massa de especialização em áreas específicas (matemática e ciências).
            No final dos anos 50, as novas tecnologias começaram a ser utilizadas apenas para instruir, tal como Skinner demonstra com o seu condicionalismo operante. E no início dos anos 60 começou-se a utilizar programas informáticos com o intuito de instruir de forma programada (ensino assistido por computador), tendo em vista melhorar a eficácia do ensino.
            Numa primeira fase de introdução dos computadores nas escolas, o computador apenas dava auxílio ao professor e era apresentado aos alunos de uma forma distante e descritiva de como o computador era feito a nível de hardware e software. Numa fase posterior devido à criação da linguagem logo por Papert para mudar o currículo tradicional, mudando o paradigma educacional, o computador começa a ser entregue as crianças, para que elas o pudesses explorar tornando-as autónomas e ajudando-as nos processos metacognitivos. Despertando-lhes a curiosidade para elas produzirem algo de novo, ou seja, as crianças passam a ser activas no processo de aprendizagem em vez de meros espectadores.
            Em suma, o progresso da ciência e tecnologia trouxe-nos um maior acesso à informação que antes era restringida às instituições. A escola passou de um currículo técnico, teórico e político a um currículo mais sistemático, numa relação com a política, economia e filosofia, não deixando de parte a comunidade envolvente.
           
           
Referências Bibliográficas: Sousa, J. & Fino, C. (2001) . As Tic abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação & Cultura Contemporânea, 5(10), 11-26 1º Semestre 2008. Rio de Janeiro: Universidade Estácio Sá.

Publicado por: Ana Olim e Sandra Correia.

Comentário ao texto: “O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira.”

 
A incorporação das tecnologias num contexto educativo, não pode ser vista apenas como uma ferramenta ao auxílio do professor. Deve ter a capacidade de quebrar barreiras e fazer parte da construção do conhecimento dos alunos. Para isso, é preciso que o professor também “evolua” e arranje estratégias e métodos de ensino que despertem o interesse dos alunos.
Ao permitir que o aluno interaja com o computador, sem medos nem receios, o aluno autonomamente vai perceber os seus erros e tentar corrigi-los, e ao mesmo tempo vai ganhando novas formas de raciocínio e consciência metacognitiva, ou seja, vai aprendendo quais as técnicas mais eficazes para aprender.
A incorporação das novas tecnologias, não faz sentido se for utilizada apenas para transmitir conhecimentos. Mas sim, deve ser utilizada, numa vertente liberal, em que o aluno tem a possibilidade de explorar.
Tal como refere Papert, as novas tecnologias devem ser entregues às crianças para que elas possam potencializar a sua aprendizagem, corrompendo com o paradigma instrucionista e iniciando um novo paradigma construcionista, para atender as necessidades de uma sociedade que se encontra em profunda aceleração de mudança.
Hoje em dia, ainda existem muitas pessoas que estão muito presas a escola tradicional, o que restringe o professor e o aluno na forma de aprender. As novas tecnologias, nomeadamente a implementação dos computadores nas escolas, não só são um meio útil e dinâmico de aprender como facilita o trabalho do professor e do aluno no campo de trabalho (escola). Os professores por vezes têm receio de utilizar as novas tecnologias, pois acham-na um “quebra cabeça”, sentindo-se incapazes de alguma vez conseguir dominá-la. Para esta situação deveria, na nossa opinião, haver formações nas escolas para estes professores, de modo a quebrar com esta ideia pré estabelecida que não passa de um receio que pode ser ultrapassado.
Concluímos então, que a inovação tecnológica só faz sentido se relacionada com o contexto em que se está a trabalhar em virtude de colmatar a falta de visão curricular permitindo o acesso à informação fora da escola. O professor, que está em constante formação, deve ser inovador tendo sempre em conta que as crianças devem se relacionar com as novas tecnologias de modo exploratório para que a construção do seu conhecimento seja autónoma e consequentemente mais significativa.

Referências Bibliográficas: FINO, C. . O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: O caso da Universidade da Madeira. Universidade da Madeira.

Publicado por: Ana Olim e Sandra Correia.

O LUGAR DAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: O CASO DA UNIVERSIDADE DA MADEIRA

De facto, a tecnologia teve um grande impacto na sociedade pois contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos a partir do século XX, facilitando o seu quotidiano.

Tendo em conta o impacto da tecnologia na educação, podemos salientar dois aspectos: a utilização pedagógica dos computadores e a tecnologia como inovação. No que se refere à utilização pedagógica dos computadores, inicialmente o computador era utilizado como ferramenta de ensino por parte do docente, tornando o seu papel de transmissor mais rápido e eficaz. Por outro lado, o aluno acabava por assumir um papel passivo de receptor, isto é, o aluno interioriza as concepções transmitidas pelo docente, limitando a sua autonomia sendo fundamental no aluno para descobrir outras formas de aprendizagem e de pensamento.

Para preencher estas lacunas no ensino houve a necessidade de encarar a tecnologia como meio de construção e não meramente como um instrumento de reprodução de ensino. Uma personalidade que veio introduzir novas concepções educacionais foi Seymour Papert que criou a linguagem LOGO, que visa na utilização pedagógica dos computadores em ruptura com os papéis assumidos pelo professor e aluno, criando uma ferramenta de ensino que fomenta a autonomia do aluno, libertando-o do currículo fechado. Deste modo, Papert desenvolve um outro paradigma designado paradigma construtivista, que prepara os alunos para uma sociedade em mudança, que encontrava na escola um pequeno obstáculo para a aquisição de novas aptidões. É a partir deste pensamento que se começa a olhar para a tecnologia como modo de inovação.

Contudo, a tecnologia não é, por si só, um sinónimo de inovação. É necessário dar uma boa utilidade e adequá-la ao contexto porque não existe limite à inovação nem à imaginação, contribuindo para o rompimento de barreiras que possam obstruir a autonomia quer do professor quer do aluno.

Ana Mónica Serrão Gonçalves Nº 2049909
Cláudia Ferreirinha Gonçalves Nº 2029809
O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira
Carlos Nogueira Fino

            Inicialmente a tecnologia representava para escola mais um veículo de transferência de conhecimentos, esta suposta inovação tinha de se enquadrar no currículo existente e não o contrário. Assim a grande preocupação era insistir no acto de transferir conhecimento e não o de proporcionar aos alunos um método de estudo e de pesquisa direccionado para aprendizagem, mas que permitia ao aluno uma pesquisa autónoma e responsável.
            Os professores olhavam a progressão com receio e preocupação levantando vários entraves à sua introdução nas escolas, muitas vezes por falta de informação e segurança na actividade lectiva, afirmando por em causa o papel do professor na sala de aula.
            O aparecimento de vários programas educacionais visando a introdução dos computadores nas escolas fez com que se reflectisse sobre esta ferramenta como fonte auxiliar de pesquisa, abrindo assim debate ao papel limitador do professor e do currículo como únicos responsáveis pela transmissão de saber.
            É importante verificarmos que a inovação tecnológica não depende por si só da introdução de computadores nas escolas mas sim, a sua aplicação por parte dos professores, estes sim tem um papel fundamental na aceitação e implementação do conceito de inovação tecnológica nas suas salas de aula. De referir que de pouco serve às entidades governamentais cederem às escolas e às crianças computadores se depois os docentes não os utilizam na sua prática lectiva diária. Se limitarmos a utilização dos meios tecnológicos, simplesmente, para as crianças brincarem ou só utilizarem em casa não estamos a fomentar o real papel das tecnologias na vida das crianças.
            Na nossa opinião e como já verificamos está no docente o papel fulcral na implementação e aplicação das tecnologias como uma ferramenta ao ensino. O conceito escola e o seu currículo deve enquadrar-se às tecnologias, defendemos uma aposta real na formação e sensibilização dos professores para a utilidade e enriquecimento do ensino e aqui está outra palavra-chave do problema que reside em os professores perceberem que as tecnologias enriquecem o ensino e que é algo que lhes permite inovar e evoluir na sua prática educativa.
            A tecnologia faz parte do futuro, mas não substituirá os professores tornar-se-á no seu melhor amigo é esta a mensagem que deve chegar aos docentes.

As TIC abrindo caminho a um novo paradigma Educacional
Jesus Maria Sousa & Carlos Nogueira Fino
A incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação no contexto educativo, foi um processo longo e criticado por muitos.
Segundo Sousa e Fino, enquanto se iam dando os primeiros passos na exploração dos computadores como máquinas de ensinar, havia sempre pessoas cépticas, duvidando se esta incorporação seria a melhor via da integração das tecnologias na educação. No entanto destacava-se uma figura incontornável, que iria marcar profundamente toda a reflexão em torno dessa questão. Essa personalidade é Seymour Papert, e o seu nome está ligado à criação da linguagem Logo, por ter liderado o grupo que a desenvolveu, no Massachussets Institute of Technology (MIT), na segunda metade dos anos sessenta.
Devido às suas características, o Logo tornou-se fundamental na educação, visto que, não se trata apenas de um instrumento informático, ou uma simples linguagem de programação, mas sim, um projecto pedagógico de utilização de computadores na educação.
As TIC estão em constante evolução e encontram-se tão patentes no nosso quotidiano, que se torna quase impensável viver sem elas, deste modo, torna-se fundamental que as crianças tenham acesso às mesmas, desde a mais tenra idade. Não se pode descurar que os alunos devem ter um papel activo nas Tecnologias de informação e comunicação e não o papel passivo que muitas vezes lhes é atribuído.
“A utilização das TIC enquadra-se na visão actual da escola. Elas potenciam a organização e planificação das actividades, podendo também rentabilizar as aprendizagens. Para que tal aconteça é necessário que os professores como membros de uma sociedade cada vez mais competitiva e em constante mutação se adaptem” (Silva, 2004).
 “Educar para a sociedade global, desenvolvida tecnologicamente possibilita a criação de novas formas de construção de conhecimentos nos ambientes escolares, promovendo assim melhorias significativas no padrão de qualidade da educação e modernização da gestão escolar” (Medeiros, s.d.).
A nossa sociedade, felizmente, tem cada vez mais em consideração a qualidade do ensino e da aprendizagem. A inclusão das novas tecnologias introduz na educação um panorama inovador e transformador do ensino, possibilita e renova a prática do professor através dos recursos tecnológicos e alarga as fontes de conhecimento e exploração dos alunos. 

Referências
Cardoso, A. (s.d) Educação e Inovação;
Medeiros, M. (2010).  A Incorporação dos Recursos das TIC: a tecnologia como Mediador do Processo Ensino-Aprendizagem;
Damiani, M. (2008). Entendendo o trabalho colaborativo em educação e revelando seus benefícios.

Rui Rodrigues nº 2024009
Sofia Pereira   nº 2067211

domingo, 9 de outubro de 2011

Comentário dos documentos:

O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira
Carlos Nogueira Fino

A introdução das novas tecnologias no âmbito escolar vieram, não substituir o papel tradicional do professor, mas tornar as aprendizagens dos alunos (receptores de informação) mais dinâmicas, no que concerne à recolha de novas informações e de novos métodos de estudo. Estas podem melhorar drasticamente a quantidade e a qualidade da educação oferecida numa escola e esta, por sua vez, ganha com a introdução destes novos e modernos recursos.
Nas escolas, deve ser limitado o uso dos computadores, principalmente com acesso à Internet, dado que “convidam” as crianças a se desviarem do objectivo educativo principal, podendo assim, estarem sujeitos a alguns riscos como cyberbullying, sites agressivos, sites de conteúdo inapropriado, etc.
O uso recorrente do computador a nível educacional é benéfico, pois faz com que as crianças, desde cedo, se insiram e consigam sobreviver numa sociedade predominantemente tecnológica e complexa. Para tal, é necessário que a sociedade passe por mudanças, exigindo-lhe a busca de um novo desenvolvimento através de críticas, criatividade, reflexão, capacidade de aprender a aprender e a trabalhar em grupo, dando assim ênfase à perspectiva de Papert, havendo uma mudança do paradigma instrucionista para o paradigma construcionista, no que diz respeito à inovação pedagógica. 


As TIC abrindo caminho a um novo paradigma Educacional
Jesus Maria Sousa & Carlos Nogueira Fino

No decorrer dos anos, desde a revolução industrial, os métodos de ensino têm vindo a sofrer alterações. Alterações essas que através de metamorfoses, rupturas e revoluções estão a dar lugar a paradigmas educacionais desiguais.
A educação iniciou-se com o paradigma fabril onde o objectivo era a instrução em massa de operários fabris que pudessem dar resposta às fortes necessidades da época naquele sector. Após este paradigma, que gerou indignação por parte da classe operária, começaram a surgir ideias para a construção de escolas públicas que visavam o progresso social. A partir daqui e com o evoluir dos tempos começaram-se a incorporar as novas tecnologias no quotidiano da população, incluindo nos estabelecimentos educativos.
Estas novas tecnologias primeiramente, surgiram com a tentativa de melhorar a eficácia do acto de ensinar, no entanto, ao mesmo tempo que se tentava adaptar as novas tecnologias às escolas, eis que surge Papert, uma figura ligada ao mundo das tecnologias e à criação da linguagem Logo que visa dar uma resposta à evolução da sociedade, dando azo a um paradigma construcionista cujo objectivo era de aprender a aprender.

Joana Freitas nº 2028609
Vanessa Costa nº 2049409

Comentários dos documentos:

O Lugar das Tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira
Carlos Nogueira Fino


A introdução das novas tecnologias na educação veio servir de apoio/suporte e complemento tanto para o professor como para o aluno, no que concerne à interiorização dos novos conceitos e conteúdos.
Hoje em dia, o computador e a Internet são uma mais-valia para a educação, uma vez que põe ao dispor de todos um vasto leque de informação, que quando utilizado de forma viável e correcta pode trazer inúmeras vantagens na aquisição e desenvolvimento de conhecimentos bem como na evolução integral do ser humano.
Ao longo do desenvolvimento da criança esta aquisição de conhecimentos é fundamental, pois permite a exploração dos diversos conteúdos, bem como das curiosidades latentes nesta faixa etária. O desejo de querer saber e explorar novos campos, métodos, torna a criança mais autónoma no que se refere à aquisição de novos saberes.
A tecnologia permite também que o conhecimento ultrapasse o contexto de sala de aula, expandindo-se para meios onde a Internet é de fácil acesso.
Seguindo a ideia de Papert (1980) “(…) a presença do computador nos permitirá mudar o ambiente de aprendizagem fora das salas de aula de tal forma que todo o programa que as escolas tentam actualmente ensinar com grandes dificuldades, despesas e limitado sucesso, será aprendido como a criança aprende a falar, menos dolorosamente, com êxito e sem instrução organizada.”.
Em suma, quanto mais cedo a criança explorar o mundo tecnológico, maior rapidez terá para entender e organizar o seu pensamento.



Comentando Sousa & Fino: As TIC abrindo caminho a um novo paradigma Educacional

Remontando aos inícios da educação pública, segue-se uma linha evolutiva até ao aparecimento das novas tecnologias. Uma vez que a educação pública surge no auge da Revolução Industrial para dar resposta às crescentes necessidades patentes às alterações sociais emergentes, Toffler admite ter sido um sucesso para conseguir o tipo de indivíduos que a sociedade necessitava.
A educação de carácter fabril remete a todos os elementos próprios de uma fábrica (paradigma fabril), como são exemplo a campainha, a separação por idades, a concentração num único edifício fechado, entre outras. No entanto, com o decorrer dos anos, estes foram-se banalizando, até meados do séc. XX. A corrida espacial durante a Guerra Fria fez mudar as relações entre a escola e a sociedade, dotando estas de tecnologias. Mais tarde, a educação foi potenciada por estas, mais precisamente pelo computador, baseada em experiências com máquinas. Criaram-se então programas informáticos de suporte à educação, dando uma maior flexibilidade de conteúdos, passando-se a usar a expressão “ensino assistido por computador”.
Segundo Papert, a linguagem Logo veio modificar o paradigma educacional, não sendo apenas uma ferramenta informática, mas um projecto pedagógico com vista a instrução para a utilização dos computadores na educação. É, então, que surge a mudança do paradigma instrucionista para o paradigma construcionista, de modo a responder às alterações da sociedade, no entanto incapaz de responder às necessidades futuras.
As mudanças de paradigma surgem em contexto de crise, abrindo espaço à reflexão e acção. Foi através desta necessidade de mudança que passou-se a reflectir sobre o currículo de forma crítica. Apple (1975) um dos primeiros a desenvolver esta teoria impulsionando a problematização de tudo o que estava directamente ligado ao meio escolar.
Em suma, o computador põe ao dispor da criança tudo o que esta necessita e até mais, respeitando sempre o ritmo de cada uma, na aquisição e compreensão dos conteúdos apresentados, no entanto o professor deve trabalhar em conjunto com as novas tecnologias de modo a proporcionar uma aprendizagem rica e produtiva.


Andreia Olival nº2045009
Isabel Vasconcelos nº2013609

Comentários aos documentos:

O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira de Carlos Nogueira Fino
O processo de integração e utilização pedagógica dos computadores no ensino tem sido lento e condicionado, pelo medo dos docentes na entrega do “poder” aos alunos.
Daí que como o documento de fino (2003) O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira destaca a importância de uma mudança paradigmática educacional, isto é, uma mudança que passe pela concepção da escola e dos papéis dos intervenientes do processo educativo.
            Não é apenas utilizar computadores nas escolas pelos docentes que dar-se-á a inovação pedagógica. É neste sentido que Papert surge com a linguagem logo, uma ferramenta utilizada pelos alunos para desenvolver a sua aprendizagem e potenciar os seus conhecimentos.
            Desta forma, este documento revela-nos o que podemos mudar para a inovação do ensino, não só inserindo a tecnologia no meio escolar mas também mudando as concepções, medos e preconceitos face às mesmas por parte dos intervenientes educativos. Mudanças essas possíveis com a multiplicidade de formações integradas das TIC no ensino como os exemplos dados na universidade da Madeira.
            Em suma, a tecnologia por si só não é sinónimo de inovação educacional mas sim um ferramenta para qualificar o ensino( já que a qualidade no ensino é uma meta a atingir) que conjugada com uma boa formação dos docentes e estratégias de organização do ensino-aprendizagem permite a inovação educacional e a exploração e o desenvolvimento da metacognição dos alunos.

As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional de Jesus Maria Sousa & Carlos Nogueira Fino
            Ao longo dos anos temos assistido ao desenrolar de um conjunto de fenómenos que têm mudado a forma como nos representamos e compreendemos o processo de difusão cultural.
Esses fenómenos que permitem saltos qualitativos estão marcados por metamorfose, rupturas e revoluções dando lugar a diferentes paradigmas educacionais que visam organizar ideias estabelecendo um padrão de ensino-aprendizagem.
            Um dos grandes paradigmas educacionais foi o paradigma fabril decorrente da necessidade da revolução industrial visando a instrução dos operários permitindo a criação de aptidões entre os homens para um trabalho produtivo e uma melhor adaptação ao modelo de produção. Com este deu-se uma revolução a nível educacional surgindo a escola pública, fundamental para o desenvolvimento social. A partir dela dá-se uma nova metamorfose, em resposta à necessidade da qualidade nos sistemas escolares com a evolução da tecnologia e com a “pedagogia por objectivos”.
            Apesar do desejo de introduzir as novas tecnologias, este processo ficou marcado por dificuldades, só atenuadas com o papel de Papert e com a criação da linguagem logo. Esta nova linguagem é uma ferramenta facultada pelos docentes aos alunos para o desenvolvimento das suas potencialidades de aprendizagem e autonomia, rompendo com o paradigma institucional da época e articulando um novo paradigma, desta vez construcionista, preparando para o futuro introduzindo as TIC.
            As dificuldades de inovação, desenvolvimento e actuação das novas tecnologias no ambiente educativo, dão-se pela ausência do locus de aprendizagem, crucial para a utilização das alternativas viáveis à sincronização, concepção, homogeneização e à massificação. Daí que, é fundamental fomentar conferências no qual a incorporação das tecnologias seja abordada destacada e incentivada.
Em suma, tem havido mudanças nos paradigmas educacionais promovendo e desenvolvendo o ambiente educativo, de forma a que o aluno se torne num ser autónomo e capaz de desenvolver e potencializar as suas aprendizagens com o apoio e adapte-se às novas tecnologias, incentivado por conferências e introdução das TIC.

            Carla Filipa Lourenço, Nº 2015009
Cátia Rosário, Nº 2042509




Referências:

Sousa, J. & Fino, C. (2001). As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação & Cultura Contemporânea, 5 (10), 11-26 1º Semestre 2008. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá.

Fino, C. (2001). O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira. Funchal: Professor Associado do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.