O podcast Temos o mundo inteiro no nosso quintal refere-se ao uso da tecnologia no Brasil. Paulo Elias aborda, tendo em conta uma pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação, o uso da tecnologia na Educação Brasileira.
Este podcast refere as dificuldades do uso da tecnologia no contexto escolar: limitações quanto ao material informático (computador por aluno), manutenção inexistente, programas desactualizados e a falta de formação dos professores. Uma das grandes dificuldades é mesmo a formação dos professores, que optam por práticas pedagógicas antiquadas, excluindo uma utilização efectiva do computador e da internet como forma de aprendizagem dinâmica, deixando o seu uso limitado às aulas de Informática.
Com a referência às dificuldades de implementação da tecnologia no processo educativo, nas salas de aula, Paulo Elias destaca a importância do uso das tecnologias para a criança e para os jovens, em momentos de pesquisa, debates e de formação pessoal.
Acabando por referir um baixo uso das tecnologias no Brasil.
Assim seleccionamos e recomendamos este podcast porque aponta os dois lados da tecnologia na educação, as dificuldades de implementação no contexto educativo e a importância desta implementação como dinamismo e fonte de aprendizagem e formação pessoal. Além disso, a nossa selecção recaiu sobre este podcast porque embora limite-se ao Brasil, é uma realidade que aplicável a Portugal, servindo assim como alerta para a mudança na pedagogia portuguesa.
http://www.octogonal.com.br/tiemfoco/?p=episode&name=2011-09-08_boletim_080911.mp3
Carla Filipa Lourenço, Nº 2015009
Cátia Rosário, Nº 2042509
Este weblog tem o propósito de promover o debate sobre a tecnologia e o seu uso na educação. A inovação pedagógica surge como condição subjacente a essa discussão.
domingo, 23 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Comentário ao texto: "As TIC abrindo caminho a um novo Paradigma Educacional"
No auge da Revolução Industrial surgiu um paradigma fabril. Nele destaca-se um ensino particularmente tradicional, cujo objectivo seria moldar os alunos consoante os mesmos métodos de uma fábrica, sendo esta a razão principal da comparação entre a escola e uma fábrica.
Com a introdução das TIC na educação entendeu-se que o computador poderia substituir o professor, uma vez que os programas possivelmente ensinariam da mesma forma. No entanto com a introdução do paradigma construtivista, percebeu-se que o paradigma fabril não seria o mais eficiente, pois o ensino-aprendizagem não poderia ser feito apenas de uma forma, sendo assim, indispensável deixar espaço de manobra ao aprendiz. Tendo em conta este pensamento, inventaram-se os tutoriais inteligentes , onde se entendia o nível do utilizador, a forma como este utiliza a informação possibilitando assim diferentes tipos de respostas.
Em suma, é essencial dizer que deve haver uma mudança de paradigma, de um ensino instrucionista para um ensino construtivista, onde o professor entregue as ferramentas ao aprendiz, para que ele próprio desenvolva a sua metacognição, sendo este um aspecto fulcral para que o aluno seja capaz de construir a sua autonomia.
Andreia Ascensão nº 2945909
Yenny Ferreira nº2046009
Referências: Sousa, J. & Fino, C. (2001) in As TIC Abrindo a um novo Paradigma Educacional, in Revista Educação & cultua contemporânea, 5 8109, 11-26 1\ semestre 2008. Rio de Janeiro.
Com a introdução das TIC na educação entendeu-se que o computador poderia substituir o professor, uma vez que os programas possivelmente ensinariam da mesma forma. No entanto com a introdução do paradigma construtivista, percebeu-se que o paradigma fabril não seria o mais eficiente, pois o ensino-aprendizagem não poderia ser feito apenas de uma forma, sendo assim, indispensável deixar espaço de manobra ao aprendiz. Tendo em conta este pensamento, inventaram-se os tutoriais inteligentes , onde se entendia o nível do utilizador, a forma como este utiliza a informação possibilitando assim diferentes tipos de respostas.
Em suma, é essencial dizer que deve haver uma mudança de paradigma, de um ensino instrucionista para um ensino construtivista, onde o professor entregue as ferramentas ao aprendiz, para que ele próprio desenvolva a sua metacognição, sendo este um aspecto fulcral para que o aluno seja capaz de construir a sua autonomia.
Andreia Ascensão nº 2945909
Yenny Ferreira nº2046009
Referências: Sousa, J. & Fino, C. (2001) in As TIC Abrindo a um novo Paradigma Educacional, in Revista Educação & cultua contemporânea, 5 8109, 11-26 1\ semestre 2008. Rio de Janeiro.
Comentário ao texto: “O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira.”
Uma vez que as novas tecnologias de informação estão presentes no nosso quotidiano é fundamental que o professor, tendo em conta que o computador não é apenas um instrumento de ensino, forneça aos seus alunos ferramentas que lhes possibilitem uma aprendizagem autónoma, deixando assim de parte o conceito de professor como um mero transmissor de conhecimentos e do aluno como um ser passivo.
No entanto uma das grandes dificuldades com que os professores se deparam é o facto de não terem formação nesta área e de certo modo se sentirem inferiorizados pelos nativos digitais.
Deste modo é necessário que os professores invistam nesta área e se apercebam que a aprendizagem pode ser feita de professor-aluno mas também de aluno-professor.
Andreia Ascensão nº 2945909
Yenny Ferreira nº2046009
Referências: Fino, C.N (2001) O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira.
No entanto uma das grandes dificuldades com que os professores se deparam é o facto de não terem formação nesta área e de certo modo se sentirem inferiorizados pelos nativos digitais.
Deste modo é necessário que os professores invistam nesta área e se apercebam que a aprendizagem pode ser feita de professor-aluno mas também de aluno-professor.
Andreia Ascensão nº 2945909
Yenny Ferreira nº2046009
Referências: Fino, C.N (2001) O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira.
podcast sobre "Tecnologia da informacão na educação" por Caemen Reis
Recomendamos o pod cast que se segue para qualquer pessoa que se interesse pelas novas tecnologias e a sua integração no contexto escolar. Aborda a importância da tecnologia na educação dando mais relevo à utilização da Internet como forma de aprendizagem, tendo sempre em atenção que a informação que esta contém deve ser seleccionada, analisando a sua veracidade e adequação a quem a está a utilizar. As novas tecnologias têm o poder de transformar a vida em comunidade e facilitar o acesso a informação.
http://www.youtube.com/watch?v=ysBAMbZAWQ4
Ana Olim e Sandra Correia
http://www.youtube.com/watch?v=ysBAMbZAWQ4
Ana Olim e Sandra Correia
Tecnologias Na Educação
Tecnologias Na Educação
Assistam porque é de fácil entendimento e interpretação, e divertido!
Consulte aqui o podcast
Desenvolver as Tecnologias na Educação é transformar a Educação! As tecnologias podem ser utilizadas como uma ferramenta educativa nas salas de aula, permitindo ao professor desenvolver um ambiente culturalmente rico, beneficiando as aprendizagens de um modo interactivo, divertido, dinâmico!
Andreia Nepomuceno nº 2010309 e Andreia Neves nº2010709.
Assistam porque é de fácil entendimento e interpretação, e divertido!
Consulte aqui o podcast
Desenvolver as Tecnologias na Educação é transformar a Educação! As tecnologias podem ser utilizadas como uma ferramenta educativa nas salas de aula, permitindo ao professor desenvolver um ambiente culturalmente rico, beneficiando as aprendizagens de um modo interactivo, divertido, dinâmico!
Andreia Nepomuceno nº 2010309 e Andreia Neves nº2010709.
Paula Alves & Tatiana Camacho
Comentando o podcast “O ensino e aprendizagem das TIC no Ensino Básico”, by Joana Silva
Escolhemos o podcast intitulado “O ensino e aprendizagem das TIC no Ensino Básico, da aluna Joana Silva, pois achamos que esta focalizou uma ideia fulcral, que é-nos transmitida nas aulas de TIE. Tal como a aluna referiu, somos da opinião que, as TIC no Ensino Básico têm um papel importante, na media em que, fomenta no aluno a capacidade de comunicar ideias e expressões através do processamento de texto; pesquisar e interpretar informações ou dados; desenvolver aspectos criativos e estéticos. É de realçar, a relevância que a aluna deu à teoria construtivista do ensino-aprendizagem segundo Piaget, em que o aluno constrói o próprio conhecimento, e à teoria construcionista segundo Pepper e Vigotsky, onde o primeiro referia que o computador era uma ferramenta que deveria ser controlada pelas crianças e, o último, dizia que o papel do professor era ajudar o aluno, proporcionando apoios e recursos. Por fim, a aluna abordou dois tipos de Softwares, o instrucionista e o construcionista, em que o primeiro irá permitir que o aluno tenha conhecimento de alguns programas instrucionistas. No Software construcionista, a criança toma partido de programas que irão potencializar a criação, a inovação e a exploração.
Referências:
http://soundcloud.com/joana-camacho/o-ensino-e-aprendizagem-das-tic-no-ensino-b-sico-joana-silva
Publicador por: Paula Alves, nº2047009 & Tatiana Camacho, nº2024809.
Escolhemos o podcast intitulado “O ensino e aprendizagem das TIC no Ensino Básico, da aluna Joana Silva, pois achamos que esta focalizou uma ideia fulcral, que é-nos transmitida nas aulas de TIE. Tal como a aluna referiu, somos da opinião que, as TIC no Ensino Básico têm um papel importante, na media em que, fomenta no aluno a capacidade de comunicar ideias e expressões através do processamento de texto; pesquisar e interpretar informações ou dados; desenvolver aspectos criativos e estéticos. É de realçar, a relevância que a aluna deu à teoria construtivista do ensino-aprendizagem segundo Piaget, em que o aluno constrói o próprio conhecimento, e à teoria construcionista segundo Pepper e Vigotsky, onde o primeiro referia que o computador era uma ferramenta que deveria ser controlada pelas crianças e, o último, dizia que o papel do professor era ajudar o aluno, proporcionando apoios e recursos. Por fim, a aluna abordou dois tipos de Softwares, o instrucionista e o construcionista, em que o primeiro irá permitir que o aluno tenha conhecimento de alguns programas instrucionistas. No Software construcionista, a criança toma partido de programas que irão potencializar a criação, a inovação e a exploração.
Referências:
http://soundcloud.com/joana-camacho/o-ensino-e-aprendizagem-das-tic-no-ensino-b-sico-joana-silva
Publicador por: Paula Alves, nº2047009 & Tatiana Camacho, nº2024809.
Comentário ao podcast “Contributo de Seymor Papert na educação”
Esta aluna aborda o contributo que Seymor Papert tem na educação e como é que a tecnologia pode modificar a aprendizagem.
Papert não defende que as TIC estejam estritamente ligadas com o currículo, pois as crianças aprendem melhor através de explorações ao acaso e não seguindo um modelo rígido. Defende sim o construtivismo onde a aprendizagem deve ser uma construção de conhecimentos que possibilitem a sua utilização em qualquer situação, ou seja, defende que temos de dar liberdade à criança para que ela própria possa construir o seu conhecimento. No entanto, é necessário que o professor tenha em conta que esta liberdade seja controlada.
Propõe também que a escola deve estar baseada numa ideia que é o aprender fazendo. Assim, as matérias leccionadas que muitas vezes as crianças não gostam podem tornar-se mais compreensíveis.
Em suma, é muito importante, que tanto o professor como o aluno estejam em contacto com as TIC e que também se acompanhe a sua evolução (das TIC). Sendo essencial colocar a tecnologia ao serviço da mudança, ou seja, passar de um paradigma instrucionista para o paradigma construcionista em que o professor passa assim, de um instrutor a um orientador da aprendizagem.
Andreia Ascensão nº2045909
Yenny Ferreira nº2046009
Referências: http://edutecinova.blogspot.com/
http://soundcloud.com/user5948233/o-contributo-de-seymour-papert-na-educa-o
Papert não defende que as TIC estejam estritamente ligadas com o currículo, pois as crianças aprendem melhor através de explorações ao acaso e não seguindo um modelo rígido. Defende sim o construtivismo onde a aprendizagem deve ser uma construção de conhecimentos que possibilitem a sua utilização em qualquer situação, ou seja, defende que temos de dar liberdade à criança para que ela própria possa construir o seu conhecimento. No entanto, é necessário que o professor tenha em conta que esta liberdade seja controlada.
Propõe também que a escola deve estar baseada numa ideia que é o aprender fazendo. Assim, as matérias leccionadas que muitas vezes as crianças não gostam podem tornar-se mais compreensíveis.
Em suma, é muito importante, que tanto o professor como o aluno estejam em contacto com as TIC e que também se acompanhe a sua evolução (das TIC). Sendo essencial colocar a tecnologia ao serviço da mudança, ou seja, passar de um paradigma instrucionista para o paradigma construcionista em que o professor passa assim, de um instrutor a um orientador da aprendizagem.
Andreia Ascensão nº2045909
Yenny Ferreira nº2046009
Referências: http://edutecinova.blogspot.com/
http://soundcloud.com/user5948233/o-contributo-de-seymour-papert-na-educa-o
Poscast – TIC na Educação Pré-escolar by Joana Camacho
Poscast – TIC na Educação Pré-escolar by Joana Camacho
O objectivo das TIC na Educação Pré-escolar é construir uma nova forma de literacia, isto é, tal como todas as crianças têm o direito de saber ler e escrever, as mesmas têm o direito de se tornarem competentes na utilização das TIC.
Outro dos objectivos é conseguir que a criança veja as tecnologias como ponto de interesse, que nela encontre desafios e segurança nas suas competências, também a possibilidade de desenvolver-se de forma criativa, motivando-a cognitiva, social e emocionalmente.
Desta forma, as TIC na Educação Pré-escolar devem proporcionar à criança as experiências iniciais para compreender, mais tarde, as tecnologias.
Assim, as TIC devem ser entendidas como uma ferramenta para a aprendizagem inicial da criança. Neste mesmo sentido, cabe ao educador a capacidade de integrar as TIC de forma criativa em todas as actividades e conteúdos a desenvolver na Educação Pré-escolar, ensinando à criança a utilizar as tecnologias como uma ferramenta de comunicação e informação. Esta ideia inovadora opõe-se ao pensamento de que as novas tecnologias são uma desvantagem para o trabalho do educador, assim sendo, as TIC na Educação Pré-escolar transformam-se numa ferramenta de ensino que aumenta a qualidade do seu trabalho.
Mary Faria.
Sara Monteiro
Referências:
http://edutecinova.blogspot.com/
http://soundcloud.com/joana-camacho/tic-na-educa-o-pr-escolar-joana-camacho
O objectivo das TIC na Educação Pré-escolar é construir uma nova forma de literacia, isto é, tal como todas as crianças têm o direito de saber ler e escrever, as mesmas têm o direito de se tornarem competentes na utilização das TIC.
Outro dos objectivos é conseguir que a criança veja as tecnologias como ponto de interesse, que nela encontre desafios e segurança nas suas competências, também a possibilidade de desenvolver-se de forma criativa, motivando-a cognitiva, social e emocionalmente.
Desta forma, as TIC na Educação Pré-escolar devem proporcionar à criança as experiências iniciais para compreender, mais tarde, as tecnologias.
Assim, as TIC devem ser entendidas como uma ferramenta para a aprendizagem inicial da criança. Neste mesmo sentido, cabe ao educador a capacidade de integrar as TIC de forma criativa em todas as actividades e conteúdos a desenvolver na Educação Pré-escolar, ensinando à criança a utilizar as tecnologias como uma ferramenta de comunicação e informação. Esta ideia inovadora opõe-se ao pensamento de que as novas tecnologias são uma desvantagem para o trabalho do educador, assim sendo, as TIC na Educação Pré-escolar transformam-se numa ferramenta de ensino que aumenta a qualidade do seu trabalho.
Mary Faria.
Sara Monteiro
Referências:
http://edutecinova.blogspot.com/
http://soundcloud.com/joana-camacho/tic-na-educa-o-pr-escolar-joana-camacho
domingo, 16 de outubro de 2011
As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional
Ao longo dos tempos a maneira como olhamos para o que nos rodeia, para o mundo, tem-se modificado. Vários saltos significativos foram precisos para chegarmos a este paradigma educacional.
Começaremos pelo paradigma fabril. Com a revolução industrial notou-se uma enorme concentração de operários nos arredores das cidades, em situações lamentáveis. Muitas famílias passavam fome, trabalhando de sol a sol e com remunerações muito baixas. Neste sentido, houve necessidade de formar crianças a um determinado ritmo de trabalho, onde o tempo fosse regulado por um apito e onde existisse disciplina colectiva. Assim, foram criadas escolas destinadas a transformar para o tipo de adultos que a sociedade necessitava. Estas escolas foram desenhadas com alguns elementos representativos das fábricas, como é o exemplo da campainha, das turmas, das classes sociais, das rotinas, entre outros.
Já na segunda metade do século XX, algo estava a mudar no que se referia ao sistema escolar. Muitos eram os que acreditavam que tudo se solucionaria com a formação de professores e com a avaliação escolar. Por conseguinte, nos anos oitenta tornou-se popular um sistema de avaliação designado por “pedagogia de objectivos”.
Com a introdução dos computadores nas escolas, muitos foram os docentes que tentaram melhorar as suas formas de ensinar, passando a serem apresentados os materiais com uma mais agilidade. Provavelmente ao mesmo tempo, Papert defendia o facto dos alunos ou aprendizes serem capazes de aprenderem para além do que lhes era fornecido nas escolas (linguagem Logo). Com esta ferramenta e com uma sociedade em mudança, Papert propôs, implicitamente, a transformação de um paradigma instrucionista para um paradigma construcionista.
Actualmente, todos sabemos que a escola já não é a única fonte de conhecimento, estando muita desta informação no exterior. A escola já não é uma instituição que nos facilita o peixe, mas que nos prepara para ganharmos estratégias de pescar. Somos também prepararmos para sermos mais autónomos, exploradores de novos conhecimentos educativos.
Telma Vasconcelos n.º 2016708
Começaremos pelo paradigma fabril. Com a revolução industrial notou-se uma enorme concentração de operários nos arredores das cidades, em situações lamentáveis. Muitas famílias passavam fome, trabalhando de sol a sol e com remunerações muito baixas. Neste sentido, houve necessidade de formar crianças a um determinado ritmo de trabalho, onde o tempo fosse regulado por um apito e onde existisse disciplina colectiva. Assim, foram criadas escolas destinadas a transformar para o tipo de adultos que a sociedade necessitava. Estas escolas foram desenhadas com alguns elementos representativos das fábricas, como é o exemplo da campainha, das turmas, das classes sociais, das rotinas, entre outros.
Já na segunda metade do século XX, algo estava a mudar no que se referia ao sistema escolar. Muitos eram os que acreditavam que tudo se solucionaria com a formação de professores e com a avaliação escolar. Por conseguinte, nos anos oitenta tornou-se popular um sistema de avaliação designado por “pedagogia de objectivos”.
Com a introdução dos computadores nas escolas, muitos foram os docentes que tentaram melhorar as suas formas de ensinar, passando a serem apresentados os materiais com uma mais agilidade. Provavelmente ao mesmo tempo, Papert defendia o facto dos alunos ou aprendizes serem capazes de aprenderem para além do que lhes era fornecido nas escolas (linguagem Logo). Com esta ferramenta e com uma sociedade em mudança, Papert propôs, implicitamente, a transformação de um paradigma instrucionista para um paradigma construcionista.
Actualmente, todos sabemos que a escola já não é a única fonte de conhecimento, estando muita desta informação no exterior. A escola já não é uma instituição que nos facilita o peixe, mas que nos prepara para ganharmos estratégias de pescar. Somos também prepararmos para sermos mais autónomos, exploradores de novos conhecimentos educativos.
Telma Vasconcelos n.º 2016708
O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira
Será que se introduzirmos a tecnologia na educação, estaremos a inovar? O texto dá-nos um exemplo claro que nos ajuda a responder a esta pergunta. Podemos verificar que, ao longo dos anos e com a inserção da tecnologia, tem vindo a existir uma notória alteração no modo como viajamos. Há alguns anos atrás, no início do século XX, estaríamos a viajar em navios de vapor, passando pelos hidroaviões, navios de passageiros, até chegarmos aos aviões que hoje em dia estamos habituados a ver. Para que houvesse esta transformação, muitos anos foram precisos com a introdução da tecnologia. Isto levou a que pudéssemos viajar com uma maior segurança, maior velocidade. No entanto, nada mudou em relação às distâncias percorridas que continuam as mesmas.
O mesmo acontece nas escolas. Com a introdução dos computadores nas escolas, começou-se a utilizá-los para a distribuição do material em pequenos módulos, na tentativa de melhorar o modo de ensinar. Na verdade, nada mudou nas concepções que a sociedade formulou acerca do desempenho e das denominações de aluno e professor.
Para que pudéssemos assistir a uma verdadeira transformação neste sentido, a inserção da tecnologia teria que ir para além da velocidade ou da eficácia de um professor como comunicador, e do aluno como mero destinatário.
Durante a segunda metade dos anos sessenta, Papert propôs uma perspectiva de ensino diferente que consistia em fornecer um instrumento aos “aprendizes”, com a qual estes poderiam fomentar as suas aptidões para aprender.
A Universidade da Madeira, em 1997, introduziu uma nova disciplina semestral designada de Novas Tecnologias e Inovação na Educação, destinada a todos os professores e educadores. Esta disciplina tinha como principal objectivo o reconhecimento da importância das novas tecnologias na educação escolar.
Concluindo, a tecnologia, por si só, não se converte em inovação pedagógica. Esta inovação vem da criatividade, da imaginação, da capacidade de quebrar as rotinas escolares por parte dos professores.
Telma Vasconcelos n.º 2016708
O mesmo acontece nas escolas. Com a introdução dos computadores nas escolas, começou-se a utilizá-los para a distribuição do material em pequenos módulos, na tentativa de melhorar o modo de ensinar. Na verdade, nada mudou nas concepções que a sociedade formulou acerca do desempenho e das denominações de aluno e professor.
Para que pudéssemos assistir a uma verdadeira transformação neste sentido, a inserção da tecnologia teria que ir para além da velocidade ou da eficácia de um professor como comunicador, e do aluno como mero destinatário.
Durante a segunda metade dos anos sessenta, Papert propôs uma perspectiva de ensino diferente que consistia em fornecer um instrumento aos “aprendizes”, com a qual estes poderiam fomentar as suas aptidões para aprender.
A Universidade da Madeira, em 1997, introduziu uma nova disciplina semestral designada de Novas Tecnologias e Inovação na Educação, destinada a todos os professores e educadores. Esta disciplina tinha como principal objectivo o reconhecimento da importância das novas tecnologias na educação escolar.
Concluindo, a tecnologia, por si só, não se converte em inovação pedagógica. Esta inovação vem da criatividade, da imaginação, da capacidade de quebrar as rotinas escolares por parte dos professores.
Telma Vasconcelos n.º 2016708
Podcast sobre a Tecnologia na Educação
Podcast sobre a utilização das tecnologias na Educação
O Podcast abaixo apresentado, cuja entrevistada é Betty Almeida, educadora e pesquisadora, remete para a importância do uso das tecnologias na educação. Esta surge como ferramenta de complemento ao desenvolvimento educacional, explicando a necessidade de integrar conteúdos didácticos e tecnologia na sala de aula.
Defendendo que a tecnologia beneficia o projecto pedagógico, através do desenvolvimento do sujeito e do currículo, Betty Almeida refere que o principal papel das tecnologias é a aprendizagem e a inclusão digital, quando utilizada de forma viável.
O professor, por sua vez, deve apropriar-se destas tecnologias, tanto para o seu próprio desenvolvimento como para acompanhar a exploração desta por parte do aluno, acompanhando-os sempre neste processo, de modo a proporcionar aprendizagens mais ricas.
Fica então o Podcast de Betty Almeida:
http://www.senacuniversoead.com.br/podcast_128/news43.mp3
Andreia Olival nº2045009
Isabel Vasconcelos nº 2013609
O Podcast abaixo apresentado, cuja entrevistada é Betty Almeida, educadora e pesquisadora, remete para a importância do uso das tecnologias na educação. Esta surge como ferramenta de complemento ao desenvolvimento educacional, explicando a necessidade de integrar conteúdos didácticos e tecnologia na sala de aula.
Defendendo que a tecnologia beneficia o projecto pedagógico, através do desenvolvimento do sujeito e do currículo, Betty Almeida refere que o principal papel das tecnologias é a aprendizagem e a inclusão digital, quando utilizada de forma viável.
O professor, por sua vez, deve apropriar-se destas tecnologias, tanto para o seu próprio desenvolvimento como para acompanhar a exploração desta por parte do aluno, acompanhando-os sempre neste processo, de modo a proporcionar aprendizagens mais ricas.
Fica então o Podcast de Betty Almeida:
http://www.senacuniversoead.com.br/podcast_128/news43.mp3
Andreia Olival nº2045009
Isabel Vasconcelos nº 2013609
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
As TIC Abrindo a um novo Paradigma Educacional
O texto “As TIC Abrindo a um novo Paradigma Educacional”, escrito por Jesus Maria Sousa e Carlos Nogueira Fino, chama a atenção para os padrões educacionais, uma vez que, o conceito de educação sofrera algumas transformações no decorrer dos tempos.
Assim, o conceito de paradigma fabril tem por analogia a visão da escola como uma fábrica.
Como a mulher também necessita de trabalhar é preciso um local onde os filhos possam ficar enquanto estas trabalham. E é neste ambiente que surge a “Escola Fabril”, que tinha como finalidade instruir os alunos para que estes fossem apenas eficazes como as máquinas, podendo comparar o acto de aprender à fábrica porque o objectivo dos professores era apenas instruir para o trabalho, formando um novo tipo de homem adaptado à exigência do novo modelo de produção. Assim sendo, os estudantes seriam vistos como matéria-prima, destinados a serem processados por professores (operários) numa escola central (fábrica).
Segundo o nosso ponto de vista, não devemos castrar o pensamento nem impor as regras e é nesta sequência que o aparecimento das novas tecnologias é essencial, na medida em que deve ser o professor a dar as ferramentas aos alunos para que estes possam usá-la como ferramenta de construção.
Aliás não podemos esquecer que é importante o aluno (aprendiz) demonstrar o que é capaz de fazer só e o que será capaz de fazer com a ajuda de um professor, a isto chama-se Paradigma Construcionista.
Mary Faria
Sara Monteiro
Referências: Sousa, J. & Fino, C. (2001) in As TIC Abrindo a um novo Paradigma Educacional, in Revista Educação & cultua contemporânea, 5 8109, 11-26 1\ semestre 2008. Rio de Janeiro.
Assim, o conceito de paradigma fabril tem por analogia a visão da escola como uma fábrica.
Como a mulher também necessita de trabalhar é preciso um local onde os filhos possam ficar enquanto estas trabalham. E é neste ambiente que surge a “Escola Fabril”, que tinha como finalidade instruir os alunos para que estes fossem apenas eficazes como as máquinas, podendo comparar o acto de aprender à fábrica porque o objectivo dos professores era apenas instruir para o trabalho, formando um novo tipo de homem adaptado à exigência do novo modelo de produção. Assim sendo, os estudantes seriam vistos como matéria-prima, destinados a serem processados por professores (operários) numa escola central (fábrica).
Segundo o nosso ponto de vista, não devemos castrar o pensamento nem impor as regras e é nesta sequência que o aparecimento das novas tecnologias é essencial, na medida em que deve ser o professor a dar as ferramentas aos alunos para que estes possam usá-la como ferramenta de construção.
Aliás não podemos esquecer que é importante o aluno (aprendiz) demonstrar o que é capaz de fazer só e o que será capaz de fazer com a ajuda de um professor, a isto chama-se Paradigma Construcionista.
Mary Faria
Sara Monteiro
Referências: Sousa, J. & Fino, C. (2001) in As TIC Abrindo a um novo Paradigma Educacional, in Revista Educação & cultua contemporânea, 5 8109, 11-26 1\ semestre 2008. Rio de Janeiro.
O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira
Tendo em conta o documento “O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira”, escrito por Carlos Nogueira Fino.
É pertinente afirmar que no princípio do aparecimento dos computadores, o seu uso dentro da sala de aula não era eficaz, visto que, esta ferramenta era utilizada apenas para melhorar a eficácia do acto de ensinar.
Por outro lado também não devemos introduzir o computador na escola nem utiliza-lo como ferramenta de ensino se não houver estratégias programadas para o seu manuseamento.
Posto isto, Papert tem um papel fundamental ao focar a importância do uso dos computadores nas escolas como sendo; “uma ferramenta que, entregue aos aprendizes, potencia as suas possibilidades de aprender, independentemente do professor e do próprio currículo” (Papert, 1980, p.2).
Assim sendo, com a Linguagem Logo, pretendia -se que a criança fosse capaz de explorar as tecnologias e de analisar as suas próprias capacidades de aprendizagem, isto porque a utilização dos computadores tem que ser vista também como uma forma didáctica onde a criança pode aprender a “brincar”.
Mary Faria
Sara Monteiro
Referências: Fino, C.N (2001) O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira.
É pertinente afirmar que no princípio do aparecimento dos computadores, o seu uso dentro da sala de aula não era eficaz, visto que, esta ferramenta era utilizada apenas para melhorar a eficácia do acto de ensinar.
Por outro lado também não devemos introduzir o computador na escola nem utiliza-lo como ferramenta de ensino se não houver estratégias programadas para o seu manuseamento.
Posto isto, Papert tem um papel fundamental ao focar a importância do uso dos computadores nas escolas como sendo; “uma ferramenta que, entregue aos aprendizes, potencia as suas possibilidades de aprender, independentemente do professor e do próprio currículo” (Papert, 1980, p.2).
Assim sendo, com a Linguagem Logo, pretendia -se que a criança fosse capaz de explorar as tecnologias e de analisar as suas próprias capacidades de aprendizagem, isto porque a utilização dos computadores tem que ser vista também como uma forma didáctica onde a criança pode aprender a “brincar”.
Mary Faria
Sara Monteiro
Referências: Fino, C.N (2001) O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira.
Comentário do texto: O Lugar das Tecnologias na Formação Inicial de Professores: o caso da Universidade da Madeira.
Ao longo dos tempos as tecnologias têm contribuído para melhorar as condições de vida do homem e inclusive mudando padrões de vida.
A escola, por sua vez, não ficou alheia a esta tendência e como tal também introduziu os computadores dentro do seu espaço de acção. No entanto, inicialmente a utilização pedagógica dos computadores estava direccionada para a vertente de ensino, sendo então considerado um “ensino assistido por computador” (Fino, 2001), destinada a servir o professor para melhorar a eficácia de ensinar, mantendo-se assim, o modelo tradicional de professor-transmissor e aluno-receptor.
Apesar de se ter introduzido as novas tecnologias, poderá ter-se caído no erro de considerar que este seria um ponto de partida ou “sinónimo de inovação pedagógica” (Fino, 2001). Contudo, embora o uso dos computadores permitirem uma maior flexibilidade, um maior contacto com o mundo actual e de tornar um ensino mais apelativo, há que olhar para o computador como um suporte de apoio para a criação de contextos de ensino-aprendizagem. Contextos onde o aluno tenha à sua disposição um ambiente que lhe proporcione liberdade para a construção do seu próprio conhecimento dentro e fora do ensino formal, passado de sujeito passivo a sujeito activo na sua aprendizagem, numa perspectiva construtivista. Seguindo esta ordem de ideias, pretende-se mudar o padrão educacional numa perspectiva de inovação pedagógica.
Os computadores não são por si só, sinónimos de inovação pedagógica, mas sim um veículo catalisador que além de permitir a procura do próprio conhecimento, permite ainda uma aprendizagem que respeita os ritmos e contextos dos alunos. Sendo necessário, ter sempre em consideração que embora as tecnologias sejam vantajosas, o caminho para a inovação pedagógica reside na mudança do paradigma actual.
Mariana Atanázio 2036909
Noémi Freitas 2009609
Comentário: As TIC Abrindo Caminho a um Novo Paradigma Educacional
Na história da humanidade tem-se assistido a várias evoluções em todos os aspectos. Estas evoluções foram possíveis devido às rupturas que permitiram a queda de determinados sistemas de pensamento ou mesmo paradigmas estabelecidos.
A educação não ficou alheia às mudanças. A escola fabril surge como um primeiro conceito de escola de massas, atendendo às necessidades à sociedade vigente da época, foi necessário criar um modelo que servisse a nova ordem industrial emergente. Este modelo deu atenção ao tipo de homem capaz de se integrar no mundo fabril, onde era ensinado o essencial à produção dentro de um regime semelhante ao do funcionamento de uma fábrica: “como a campainha, a sincronização, a concentração num edifício fechado, as classes e a separação por idades, as classes sociais” (Sousa e Fino, 2001).
Este modelo esteve vigente durante muito tempo, no entanto após a IIGM e com esta a mudança de pensamentos e reflexão sobre o sistema de ensino. O sucesso da URSS no lançamento do Sputnik criou uma tomada de consciência por parte dos EUA que levou a uma profunda reflexão acerca do ensino de forma a poder-se, mais uma vez, responder ao contexto social e político da época. Neste sentido, começou-se a valorizar algumas áreas científicas (Matemática e Ciências) e a dar mais importância a “uma gestão científica do ensino (Rationale Tyler)” patente numa “pedagogia por objectivos”, ainda presente nos dias de hoje. No entanto, não se verificou grandes alterações no sistema de ensino, à excepção de um maior cuidado na formação dos professores nas áreas da Matemáticas e das Ciências.
A introdução das tecnologias deu-se nas décadas posteriores com a máquina do S. Pressey e do B. F. Skinner, ambas dirigidas como suporte de apoio ao professor e na melhoria da sua eficácia de ensinar.
Papert nos anos 80, surgiu com uma nova visão daquela que devia ser o modo mais correcto de introduzir as tecnologias no ensino-aprendizagem com o projecto pedagógico Logo que deveria substituir Ensino Assistido por Computador, passando a romper com o modelo tradicional e colocar o aluno o agente da acção da sua aprendizagem, e o professor como mediador da sua aprendizagem. “Papert implicitamente propunha (…) uma mudança do paradigma educacional, velho de quase dois séculos, para um novo paradigma construcionista, como meio de responder ao desafio colocado à escola por uma sociedade em profunda e acelerada mudança”.
Este modelo é aquele que mais se adapta às exigências vigentes nos nossos dias. A escola enquanto formadora de indivíduos, não consegue por si só com um sistema tradicional acompanhar as exigências sociais em constante mudança bem como todas as evoluções diversificadas em várias vertentes. Sendo assim, a escola deverá desenvolver alunos autónomos, curiosos e flexíveis para que possam se adaptar às mudanças frenéticas da sociedade em que está inserido.
Neste sentido e visto que o paradigma fabril já não se adequa à sociedade actual, é necessário a introdução de um novo modelo educativo com vista à resposta das necessidades actuais e respeitar os ritmos e contextos dos alunos. Aqui, as TIC podem ser um veiculo inovador e adequado ao novo perfil para o ensino-aprendizagem.
Mariana Atanázio 2036909
Noémi Freitas 2009609
Comentários
Comentando o artigo de Carlos Fino (2001): O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira
A introdução das novas tecnologias na educação tem sido um processo instável, com carência de orientação/formação e predomínio de receios por parte dos docentes. A passagem de um pensamento instrucionista para construcionista ainda não está completamente assente no meio educativo.
Com este texto é possível perceber que a mudança paradigmática e a linguagem Logo de Papert potenciam uma visão em que a interacção é primordial, onde as crianças desenvolvem as suas capacidades cognitivas, procurando criar condições e meios para conseguirem respostas para as suas necessidades. O professor terá que utilizar a tecnologia como meio de passar conhecimentos, saberes e experiências e isso só é realizado com sucesso quando o aluno também entrar nessa partilha, instituindo-se não só como receptor mas também como transmissor. A construção deve ser mútua e continua no processo educativo para que se desenvolva a experimentação e a autonomia.
Desta forma, é claro que a incorporação da tecnologia não é sinónimo de inovação pedagógica visto que é necessário haver interacção entre a tecnologia, o professor e o aluno para que se possibilite uma construção contínua e não somente um ensino virado para a instrução. O professor terá que encontrar estratégias e métodos adequados ao contexto e aos seus intervenientes, procurando interligar disciplinas e conteúdos.
Referências:
Fino, C. (2001). O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira. Funchal: Professor Associado do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.
Comentando o artigo de Carlos Fino & Jesus Maria Sousa (2001): As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional
O surgimento das novas tecnologias na educação tem passado por vários patamares. No século XIX, no culminar da Revolução Industrial assistiu-se a uma grande massificação da escolaridade com vista ao trabalho fabril, os alunos aprendiam o essencial para poder trabalhar na fábrica. Segundo Gimeno Sacristán, o aluno é comparado a matéria-prima da fábrica, pois quer um, quer outro sofre uma transformação e modelação até atingir o pretendido.
Contudo, estas formas de aprendizagem foram-se vulgarizando ao longo do tempo, até sensivelmente meados do séc. XX. Com o fim da II Grande Guerra, a humanidade viu-se enriquecida de novas tecnologias, principalmente na área da cibernética e na informação, que na década de cinquenta observou um substancial desenvolvimento das mesmas. O computador, ao ser utilizado como “objecto” pedagógico, foi condicionado devido a experiências de ensino através de máquinas realizadas anteriormente.
A par do desenvolvimento do computador como máquina de ensinar, Seymour Papert surge com a linguagem Logo, um projecto pedagógico de utilização de computadores na educação.
Com tudo isto, a aprendizagem com recurso ao computador é essencial para a criança, porque possibilita o seu desenvolvimento quer dentro do espaço escolar como também fora do mesmo. Possibilitando a autonomia de cada um, tendo em conta o seu grau de desenvolvimento cognitivo. Para tal, é essencial que o professor possibilite ao aluno, aulas interactivas e produtivas com recurso as novas tecnologias.
Referências:
Sousa, J. & Fino, C. (2001). AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL. Funchal: Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.
Carla Romão, nº2039508
Fátima Andrade, nº2050009
AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL
Ao longo dos tempos, o paradigma educacional tem evoluído consoante as necessidades da sociedade na época em que se insere, reorganizando o pensamento do Homem consoante as ideologias.
Com o impacto do novo pensamento associado à Revolução Industrial, onde o ensino de massas veio trazer uma maior produtividade e uma pacificação social, a escola submeteu-se também a este pensamento. O sujeito estava submetido a um trabalho repetitivo onde não lhe era permitido questionar o seu método de trabalho e que deveria produzir riqueza dentro de um determinado espaço de tempo. Ao mesmo nível da hierarquização do trabalho fabril, a escola, simultaneamente, também se baseou nesta mesma hierarquia, isto é, um sistema rígido, caracterizado por uma falta de individualismo, uma estratificação de classes, um papel autoritário por parte do docente visto ser mais fácil para os seus aprendizes a entrada para o mundo do trabalho.
Perante o impacto da II Guerra Mundial, as sociedades começaram a questionar o desenvolvimento da tecnologia e como esta poderia contribuir/influenciar numa mudança de visão do mundo. Em exemplo disso foi o lançamento da primeira nave espacial Sputnik, onde os Soviéticos lideraram a evolução tecnológica. Este aspecto abalou os pensadores americanos que começaram a questionar a qualidade e gestão do ensino. Por isso, começaram a elaborar objectivos, posteriormente seleccionar os conteúdos, organizar actividades e realizar a avaliação destas etapas. Todo este processo abriu portas para uma nova consciencialização por parte dos intervenientes no processo educativo, reformulando os objectivos pedagógicos.
Devido à influência e efeitos da tecnologia no passado, a introdução das TIC na educação não recebeu as melhores referências devido à sua inadequada utilização no acto de ensinar.
Ao mesmo tempo que alguns pensadores não viam com os melhores olhos para a utilização da tecnologia no acto de ensinar, sobressaía uma figura importante no revirar deste cepticismo: Seymour Papert. Papert criou a linguagem LOGO, que se caracterizava como uma ferramenta potencializadora do desenvolvimento da aprendizagem do aluno e que mudava o paradigma educacional para um paradigma instrucionista, de modo a responder às necessidades de uma nova sociedade.
Devido a uma crise de desenvolvimento económico e social que ainda prevalecia da sociedade industrial, verificou-se uma falta de qualidade, desinvestimento, desmotivação e a redução dos docentes. Estes aspectos abalaram com a nova organização social e económica onde prevalecia a informação e o conhecimento que fez com que as novas ideologias educacionais não fossem apoiadas na sua totalidade. O modo como a escola esta organizada não respondia às necessidades da procura de mais conhecimento que existia fora desta instituição e não dava a autonomia suficiente aos jovens, limitando-os a nível cognitivo, permitindo-os, assim, transformarem-se interiormente, pois, segundo Papert, as crianças nascem com o dom inato de aprender e a escola serve para desenvolver essa aptidão. Dando continuidade à ideologia de Papert, o professor deve proporcionar objectos educativos essenciais para que o aluno consiga construir o seu próprio conhecimento em estreita relação com os que estão à sua volta, formulando e testando a veracidade das suas aprendizagens. Dentro desta perspectiva, Vygotsky realça também o papel do docente em que este deve participar, directa ou indirectamente, na construção do conhecimento do seu aprendizado, de modo a que este consiga alcançar um maior patamar de conhecimento.
A tecnologia veio abrir novas portas aos processos educativos na medida em que forneceu novas formas de encarar a massificação do ensino para que este não seja sistemático e rígido, mas que seja um processo contínuo e aberto, “…propondo alternativas viáveis à sincronização, à concentração, à homogeneização e à massificação” (Fino & Sousa, 2001, 11).
Ana Mónica Serrão Gonçalves Nº 2049909
Cláudia Ferreirinha Gonçalves Nº 2029809
Comentário ao texto: As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional de Jesus Maria Sousa & Carlos Nogueira Fino
Inicialmente, a educação era vista como a educação para o trabalho – paradigma fabril, que surgiu com a Revolução Industrial. Verificava-se uma necessidade de formar um certo tipo de operários especialmente direccionados para as necessidades da sociedade industrial. Assim, desde cedo as crianças eram educadas num sistema em tudo semelhante ao seu futuro na indústria.
Até meados do século XX houve poucos episódios de contestação relativamente a este tipo de escola. Nessa altura, começou-se a perceber que a escola já não respondia às necessidades da sociedade, mas estava cada vez mais distante do avanço tecnológico que escola levava.
A criação da linguagem Logo, com o contributo de Seymour Papert, foi o primeiro sinal de que algo novo estava a surgir. Papert pretendia que os alunos conseguissem aprender autonomamente em vez de serem, como até então, sujeitos passivos no processo de aprendizagem. O aluno começa a ser visto como o produtor do seu próprio conhecimento, o papel do professor é fornecer condições para tal. Assim, começou-se a mudar do paradigma instrucionista para o paradigma construcionista.
Segundo os autores, verifica-se que as crianças não estão aptas, de igual maneira, para a aprendizagem e, portanto, a tecnologia pode ser um bom veículo para tentar atenuar esta diferença, através de uma utilização inteligente e inovadora. Por outro lado, a tecnologia usada perspicazmente também consegue aligeirar a diferença entre o que se passa dentro e fora da escola.
Referências:
Sousa, J. & Fino, C. (2001). As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional, in Revista Educação & Cultura Contemporânea, 5 (10), 11-26 1º Semestre 2008. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá.
Paula Teixeira, nº 2014509
Tânia Garcês, nº 2032709
Comentário ao texto: O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira de Carlos Nogueira Fino
Durante do século XX assistimos a uma transformação e modernização no que diz respeito ao uso da tecnologia no processo educativo. Assim, originaram-se novos modos de difusão do conhecimento, de aprendizagem, e, particularmente, novas relações entre professores e alunos.
Inicialmente, as ferramentas tecnológicas foram introduzidas no ensino tradicional e tornavam o professor num sujeito passível de ser substituído, como é exemplo o “ensino assistido por computador”, preconizado por Skinner. Mais tarde, a figura de Seymour Papert aparece aliada à criação de um conceito inovador, que apesar de ser uma ferramenta informática, rompia com as concepções tradicionais – a linguagem Logo. A contribuição de Papert foi crucial para que se desse uma mudança de paradigma educacional.
Apesar da evolução da tecnologia, a criatividade e as novas atitudes do professor são o ponto de partida para a inovação pedagógica. Foi com o objectivo de formar este tipo de professor que a Universidade da Madeira, no seguimento da alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo em 1997, criou a disciplina de Novas tecnologias e Inovação na Educação e em 2000 e com a nova reestruturação dos planos de estudo introduziu a disciplina de Oficina Multimédia. Deste modo, segundo Carlos Fino (2001) estas disciplinas pretendiam “habilitar os jovens educadores e professores a compreenderem o papel das tecnologias na educação (…)” (p.5).
Referências:
Fino, C. N. (2001). Um novo paradigma (para a escola): precisa-se. Funchal: FORUMa – Jornal do Grupo de Estudos Clássicos da Universidade da Madeira, 1, 2.
Paula Teixeira, nº 2014509
Tânia Garcês, nº 2032709
Paula Alves & Tatiana Camacho
Comentando o artigo de Carlos Fino (2001), O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira tecnologia
Tendo em conta o artigo de Carlos Fino, “ O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira tecnologia”, a tecnologia, no âmbito escolar, foi marcada pela tentativa de integração e de inovação pedagógica.
Nos anos oitenta, Seymour Papert, criou o Logo, um projecto que pretendia quebrar com a educação tradicional, ou seja, mudar os papéis dos professores e dos alunos e introduzir os computadores. Este projecto tinha como objectivo, potencializar a aprendizagem independente dos alunos.
O projecto Logo é a mudança do paradigma educacional, que serviria para introduzir a tecnologia, como modelo de mudança, surgindo o paradigma instrucionista, para um paradigma construcionista que surgiu como forma de responder às necessidades da sociedade. Podemos afirmar, que a inovação pedagógica surge com a inserção dos paradigmas.
Ainda podemos referir, que a inovação pedagógica não vista através da tecnologia, mais sim fora dela. A tecnologia só vem possibilitar aos alunos, novos meios que pesquisa, de comunicação, entre outras situações, tornado os alunos críticos das suas próprias aprendizagens.
Na Universidade da Madeira, para a formação dos futuros professores existe uma disciplina que é a Tecnologia de Inovação em Educação, que fornece aos futuros educadores, habilitações para compreenderem melhor qual é a função da tecnologia.
Referências:
Fino, C. (2001). O lugar das tecnologias na formação inicial de professores: o caso da Universidade da Madeira. Funchal: Professor Associado do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.
Comentando o artigo de Carlos Fino & Jesus Maria Sousa (2001), AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL
Partindo da ideia citada no documento intitulado “AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL”, a sociedade tem encarado uma série transformações e evoluções, que vão desde a invenção da imprensa até à introdução das tecnologias de informação e comunicação.
Como é afirmado, foi desde a Revolução Industrial, que a educação teve apenas uma intencionalidade, instruir para o trabalho, neste caso, nas fábricas. Foi então, que, a partir de meados do século XX, surgem algumas mutações no campo tecnológico.
Em 1927, ocorreu a inserção das TIC nas escolas, levada a cabo por S. Pressey.
Na década de setenta, surgiram programas de instrução programada. Nesta altura, nasceu a linguagem Logo, protagonizada por Seymour Papert. Esta ferramenta informática, foi considerada, um projecto pedagógico de utilização de computadores na educação. Papert, afirmava que Logo era distinto do EAC, pois o EAC era um substituto do professor, e o Logo potencializava a capacidade do docente ensinar.
Nos anos oitenta, surgiram algumas mudanças, nomeadamente, na forma como são vistos os papéis dos docentes e dos alunos. É revelada a ideia de que devem ser implementadas ferramentas para que os professores possam construir conhecimento. Com isto, Papert defendia que o conhecimento podia ser construído através de uma aprendizagem situada, partindo do contexto em que se desenrola, com a negociação social do conhecimento, e com a colaboração.
Referências:
Sousa, J. & Fino, C. (2001). AS TIC ABRINDO CAMINHO A UM NOVO PARADIGMA EDUCACIONAL. Funchal: Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.
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